José Silveira

Professor universitário, bon vivant, hedonista e feliz com a vida

O elogio é como a luz do sol para o espírito humano

Por que não elogiarmos em vez de criticarmos? O psicólogo Jess Lair afirma que “o elogio é como a luz do sol para o espírito humano. Não conseguimos florescer nem crescer sem ele. No entanto, embora, muitos utilizem o vento frio da crítica, relutamos em fornecer aos nossos companheiros a luz solar do elogio”.


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Quando olho para meu passado, vejo que algumas palavras positivas ajudaram-me a vencer. Também percebo que algumas palavras negativas de pais, professores, amigos, colegas e alunos estimularam a melhorar o meu desempenho pessoal e profissional.

A história está repleta de exemplos marcantes de elogios e críticas que fizeram pessoas simples saírem do anonimato e se tornarem lendas.

Enrico Caruso

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Na cidade de Nápoles, um menino de 10 anos trabalhava numa fábrica. Seu sonho era ser cantor, mas o professor de canto o desencorajou: “Você não sabe cantar. Não tem voz. Parece o vento batendo nas janelas”.

Sua mãe, uma pobre camponesa, o abraçou naquele amargo dia, o elogiou e disse que ele sabia cantar e que o sucesso logo viria. Ela chegou a andar descalça para economizar dinheiro para as aulas de música. O amor, os elogios daquela mãe mudaram a vida do garoto. Seu nome era Enrico Caruso (1873-1921).

Até hoje ele é conhecido como um dos maiores cantores de ópera de todos os tempos.

David Beckham

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O jovem menino David Robert Joseph Beckham tinha sonhos ambiciosos. Em 1987, Bekcham aos 12 anos, teve um treinador juvenil que disse para ele: “Você nunca jogará pela Inglaterra. Você é pequeno e fraco”.

Passados 30 anos, em 2017, Beckham jogou 115 jogos com o “English Team”, foi capitão, jogou 3 mundiais e teve uma excelente carreira. Beckham foi o primeiro jogador britânico a disputar mais de 100 partidas pelo principal torneio europeu, a Liga dos Campeões da UEFA. Ele foi considerado uma das personalidades mais populares do esporte.

Em 2004, foi inserido por Pelé no FIFA 100, uma lista com os 125 maiores jogadores vivos da história do futebol mundial.

No mesmo ano, também foi incluído na lista da revista estadunidense Time 100. É também considerado o jogador mais Pop Star da história do futebol mundial.

Em 2008, foi considerado pela também estadunidense Forbes a terceira personalidade mais influente do mundo.

Em 2010, foi descrito como o atleta que mais faturou na década com patrocinadores, ações e etc.

Charles Dickens

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No início do século XIX, um garoto em Londres tinha como desejo ser escritor. O destino parecia conspirar contra ele. Frequentou a escola somente por quatro anos. O pai fora preso por dívidas. O jovem passou por diversas provações: frio, sede, fome e humilhações.

O humilde menino conseguiu um emprego colando rótulos em latas de graxa num galpão sujo e infestado de ratos.

À noite, dormia num sótão numa das áreas mais pobres de Londres. Nada dava certo em sua vida.

E os dias passavam tristemente. Mas, aquele pobre rapaz tinha tanta vontade de ser escritor que mandou seu primeiro manuscrito pelo correio para alguns editores. Suas histórias, uma a uma, foram recusadas. Num dia especial, uma das histórias enviada foi aceita.

As lágrimas inundaram o seu rosto magro. Ele não ganhou dinheiro pela história, mas recebeu elogios e reconhecimento de um famoso editor. Ao obter o reconhecimento e a publicação daquela história, o jovem continuou a escrever. O sonho estava mais do que vivo. Ele não continuaria a trabalhar num galpão e a morar num sótão por muito tempo.

O jovem garoto se tornou um dos maiores autores da Literatura inglesa e do cânone ocidental.

O nome dele era Charles Dickens (1812-1870).

A mensagem que quero deixar: vamos inspirar as pessoas a perceber os próprios tesouros ocultos. Mais elogios, menos críticas. “Elogie todos os progressos, mesmo o menor deles. Seja “caloroso ao demonstrar reconhecimento e pródigo nos elogios”.


José Silveira

Professor universitário, bon vivant, hedonista e feliz com a vida.
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