José Silveira

Professor universitário, bon vivant, hedonista e feliz com a vida

Vencer a si mesmo

Certa vez perguntaram a Xaquiamuni Buda, o Buda histórico, que viveu na Índia há mais de 2600 anos:
- Como saber, mestre, o que é fazer o Bem e não fazer o Mal? As situações mudam. O que parece ser o Bem numa ocasião pode ser o Mal em outra.
E Buda respondeu:
- Se o que você for fazer levar o maior número de pessoas à verdade, será o Bem. Se afastar as pessoas da verdade, será o Mal.
(Monja Coen)


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Para alcançar o Bem, ele buscou conhecer e explorar a verdade. A maior verdade: o conhecer a si mesmo. Ele conquistou o governo de si mesmo e sobre si mesmo. Vencer a si. Vencer os ódios e as vinganças. Vencer o medo e a fúria. Assim, ele conquistou as vitórias mais extraordinárias.

Assim, no dia em que ocupou o campo de batalha do inimigo, já era um "mestre das armas". O “meu adversário sou sempre eu mesmo”, repete incansavelmente. “Conhecer a si mesmo e escolher o próprio caminho”.

Diz o poeta britânico John Milton acerca disso: “aquele que reina dentro de si, as regras das paixões, desejos e medos, é mais do que um rei”.

Para alcançar o Bem, ele colocou em prática também os chamados Três Preceitos de Ouro ou Regras de Ouro (comuns a todas tradições espirituais):

1) Nunca fazer o mal – escolha fundamental e imprescindível para evolução da civilização humana.

2) Sempre fazer o bem – não importa a quem. Alguns de nós queremos fazer o bem apenas a nós mesmos ou a algumas pessoas escolhidas, queridas e próximas.

3) Sempre fazer o bem a todos os seres – cada criatura deve ser respeitada e tem direito à vida com qualidade (base dos ensinamentos de Buda).

Nesse sentido, na tradição espiritual do budismo, as causas de nosso carma prejudicial são a ganância, a raiva e a ignorância – “três venenos que podem se misturar causando outras emoções e sentimentos prejudiciais a nós e à vida de outros seres. Portanto, é preciso estar atento e não se deixar envenenar. Usar os antídotos da doação, da compaixão e da sabedoria para evitar o carma prejudicial e produzir o carma benéfico” (Monja Coen).

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Ou seja, "faça o seu melhor. Procure a perfeição em si mesmo para chegar à excelência. Trate todos os seres da maneira como quer ser tratado – com respeito e inclusão" (Monja Coen).


José Silveira

Professor universitário, bon vivant, hedonista e feliz com a vida.
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