palavra pulsante

Propagando viagens através das estantes infinitas do universo.

Tainá Fragoso

Estudante de física em busca incessante pelo conhecimento e fascinada pelo universo. Apaixonada por literatura, música e chás, transborda loucura pela sétima arte.

Verbo no Infinitivo

Amar é estar em sintonia com outro ser humano, é o maior exercício de empatia que podemos realizar. É uma poesia intimista que emana todos os dias de várias formas diferentes e que proporciona uma evolução para a alma humana.


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Então, o amor. Que sentimento esse capaz de causar tamanha divergência emocional, que objeto de desejo criado pelo próprio homem, mas que por sua natureza íntima e intensa deixou de ser colonizado, tornando-se tão independente? O amor às vezes parece ter vida própria, fugiu do nosso controle e se encontra no mais alto patamar sentimental, ele pode ser a salvação tanto quanto levar à perdição.

Como tantas outras coisas que o homem batizou, amor é um daqueles nomes subjetivos, que pode levar a diversos pensamentos. Para os gregos, havia três formas de amar: “philia” era um amor global, amigo e familiar; “ágape”, aquele amor amplo, além do simples desejo e “eros”, o poderoso amor carnal culpado por tantas cabeças cortadas na Idade Média. Machado de Assis já dizia que “há quem diga que o primeiro amor nasce apenas da necessidade de amar”. Considerando que o restante dos animais da Terra, aparentemente, não possuem tal sentimento, a hipótese parece fazer bastante sentido. Seria o amor pura invenção?

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Tantas alegrias traz amar alguém, amar algo, tudo fica mais simples e mais bonito, enxerga-se mais paisagens, outros horizontes. Contudo, o vício por essa emoção pode levar a excessos de ira, à pura perdição. Violência e obsessão não combinam com o amor, isso não é amar. Analisando o uso dessa palavra na antiguidade e na era atual, a mim parece que ainda havia mais aprisionamentos emocionais nas épocas em que pouca era a liberdade de cada indivíduo para amar, porém amavam. Tanto que o próprio Luís de Camões disse há séculos que o amor “(...) é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente (...)”, não é um conceito moderno, mas nossa era prova sua continuidade, com a diferença de que hoje as pessoas possuem um comportamento, em geral, mais amplo em relação aos relacionamentos.

O amor surgiu juntamente com a humanidade, a partir do momento em que se começou o sentimento por outro indivíduo, a formação de “famílias”. É desde que existe amor que o homem em si existe, como no clássico da sétima arte de Stanley Kubrick, em que o fim da era primitiva se dá pela troca de olhares entre dois primatas que acabam de receber a personificação do afeto, um filhote. Portanto, perdição não se encaixa na descrição. Salvação, essa sim é sinônimo de amar e o que é amar, se não um verbo no “infinitivo”?

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Tainá Fragoso

Estudante de física em busca incessante pelo conhecimento e fascinada pelo universo. Apaixonada por literatura, música e chás, transborda loucura pela sétima arte..
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