palavras na barriga

Verbalizo as emoções que me provoca o mundo!

Daniela Monteiro Torres

Apaixonada por viagens, acredita que:
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." Fernando Pessoa

Sete Maravilhosas razões para viajar

A juventude é curta e o tempo passa rápido; um dia acordamos, já temos quase 40 anos e nem nos demos conta de como chegámos aqui. Mas felizmente para viajar não há idade, nunca é tarde para começar e depois de pôr a mochila às costas e o pé na estrada, é impossível parar. Hoje dou-vos sete razões para viajar, para quem ainda não está convencido de que a vida está lá fora; e para quem já sabe, poder recordar como somos felizes quando estamos em viagem.


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Quando viajamos…

[Começamos a perceber que afinal sabemos muito pouco sobre o mundo]

Há uma grande diferença entre conceito e experiência, e entre estas duas palavras há outra que se chama preconceito. Quando começamos a viajar percebemos que muitas das coisas que ouvimos sobre um determinado local não são reais. Países que pensávamos que poderiam ser perigosos ou demasiado caros, afinal são exatamente o oposto. Iremos também perceber que as pessoas quando menos têm é quando mais generosas são; afinal pessoas de culturas tão diferentes da nossa, podem ser bastante hospitaleiras e oferecer-nos um local para dormir; algo que provavelmente nós nunca faríamos a um desconhecido nas nossas casas.

[Começamos a ver a vida de forma diferente e possivelmente encontramos um novo caminho]

Viajar é um enorme investimento em nós próprios, ao estarmos expostos a novas culturas e estilos de vida; abrimos os horizontes e aprendemos a tornar-nos mais tolerantes, mais audazes, aventureiros e compreensivos. Ver a vida da perspectiva dos outros torna-nos melhores pessoas, menos egocêntricos, menos quadrados e facilita a nossa sociabilidade. Isto faz com que se em algum momento estamos perdidos, indecisos ou sem um propósito na vida, tenhamos a capacidade de ser criativos, de saber improvisar, de descobrir e arriscar por novos caminhos. Viajar ensina-nos a aprender a mudar, e uma mudança é sempre para melhor.

[Sentimos saudades de Casa e damos mais valor ao que é nosso]

O exemplo mais evidente é o conforto e as facilidades que temos em nossa casa, que muitas vezes nos faltam quando viajamos por países onde as pessoas vivem em condições menos cómodas do que as que estamos habituados. Esse é o primeiro momento em que nos damos conta da sorte que temos em abrir a torneira e sair sempre água ou em nunca faltar a luz. Percebemos que é efetivamente possível viver com muito menos do que o que temos, e que na verdade pertencemos à fina camada de privilegiados deste mundo.

[Perder o medo e sentir-se livre]

Fazer a mala e sair por aí, desbravar novos caminhos, comunicar em idiomas que não dominamos ou entendermo-nos com culturas diferentes, requer alguma coragem e desembaraço. Quando nos damos conta que começamos a agir sem condicionamentos, quando deixamos de nos sentir controlados pela sociedade e conseguimos dar exatamente o que o corpo e a alma nos pedem, sem reprimir os impulsos; então começa a verdadeira viagem ao nosso próprio encontro. Uma viagem que nos leva à união da coerência com a pessoa que somos e com a forma como queremos viver a nossa vida; sem preconceitos, complexos ou limites.

[Aprender a viver com menos]

Viajar ensina-nos a priorizar tudo; quando fazemos a mala pensamos cautelosamente no que metemos dentro; porque cada grama que pomos, será cada grama que nos pesa, ou que enche o pouco espaço que temos. Numa sociedade de consumo como esta em que vivemos, onde tão pouco se reutiliza e tudo se compra novo; conseguir pôr todas as coisas que são realmente importantes e imprescindíveis numa única mochila, e viver com isso durante semanas ou meses, é de louvar. Percebemos finalmente que não é a quantidade de coisas que nos faz feliz; mas sim as pessoas com quem nos cruzamos, as experiencias que vivemos e os lugares que descobrimos.

[Percebemos que é fácil fazer amigos a qualquer idade]

Uma das primeiras coisas que aprendemos quando viajamos, é que não estamos sozinhos. Percebemos facilmente como as pessoas se transformam quando estão fora do seu ambiente condicionante e quebram a rotina. Acontece algo mágico e todos nos expressamos melhor, mesmo que não falemos bem a língua, mostramos os sentimentos, emocionamo-nos com pequenas coisas e partilhamos o pouco que temos, pela genuína generosidade de partilhar, nem que seja dicas e informações. A transparência e a falta de preconceito faz com que nos tornemos amigos de pessoas tão diferentes de nós, que por se encontrarem na mesma condição de viajante, são, na verdade, totalmente iguais a nós próprios. E assim nascem amizades para toda a vida!

[Damo-nos conta que por mais problemas que tenhamos, questões existenciais, frustrações profissionais, ou desilusões amorosas; a vida é na verdade algo maravilhoso]

Muitas vezes nos esquecemos de agradecer ao universo pelo que temos na vida e poucas vezes percebemos a sorte que temos em relação ao resto da população mundial. Numa viagem é comum sentirmo-nos extasiados com todos os momentos de descoberta e aprendizagem; como é fascinante conhecer pessoas novas e ter noção da quantidade de gente linda que há no mundo. Compreendemos a importância de relativizar, de descomplicar e desdramatizar as situações e aprendemos a olhar para o lado positivo da vida. Mais que tudo, quando viajamos percebemos que nunca é tarde para nada, e que em vez de viver com arrependimentos, mais vale arriscar e saber que pelo menos tentámos e muito provavelmente conseguimos… ser felizes.


Daniela Monteiro Torres

Apaixonada por viagens, acredita que: "O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." Fernando Pessoa.
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