palco marte

Tablado de ideias, cultura e arte!

Isabela Martins

19 anos de música diária, livros na cabeceira e de flores ao meu redor. Futura jornalista, gosto de ler e ouvir histórias reais e fictícias, de chocolate e das surpresas do dia a dia.

Amores acabados

Todos passamos ou vamos passar por isso. Será realmente o fim?


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Dizem que tudo tem um fim. O verão, as férias, a vida, mas o amor, alguns dizem que nunca acaba. Sinceramente não posso falar muito. Não tenho lá essa experiência. Tenho mais desastres amorosos que qualquer outra coisa. Alguns nem começaram direito e já tiveram um fim. Dolorosos fins, fins apáticos, fins curáveis com chocolate e algumas lágrimas, fins não curados.

Às vezes não se ama. Mas se gosta muito. Vocês saem, se divertem e do dia pra noite tudo muda. O fim chega e você fica deitado na cama olhando para o teto pensando em todas as oportunidades que perdeu de estar com a pessoa, de beijá-la e dizer o quanto ela é especial pra você. Que antes de dormir você tem inúmeros devaneios com ela e que anseia para que tudo se torne realidade. Que você planeja cada segundo, se arruma, cria situações, que se arrepende de não ter aceitado aquele convite que ela fez por medo ou porque não podia. Não importa. O fato é que carregamos a dor de cada um desses fins.

O coração doí, você chora, liga desesperado para a pessoa tentando entender o porquê de tudo isso. Perguntando o que pode fazer e se pode ganhar uma chance pra provar o quanto ela é especial. Mas ainda assim você tem medo. Medo de ter caído num joguinho, de estar se expondo e não ser correspondido. E como se resolve toda essa situação? É melhor lutar ou desistir? Insistir ou dar um tempo? Ligar ou ir até a casa da pessoa? Dizer tudo que sente ou superar? Inúmeras perguntas nos perseguem, noite após noite, dia após dia. A sensação de incapacidade, junto a tristeza, se hospedam em nossos corações e pior, em nossas mentes.

Você pensa: “quantas vezes mais vou passar por isso?” ou “porquê dessa vez doeu mais? Já não devia estar acostumado?”. Nunca teremos uma resposta? Será que as coisas não vão se acertar? É o que desejamos. Mas é o melhor? Como a pessoa racional que sou, sugiro dar um tempo. Tanto para você quanto para ele ou ela. Mas isso não adianta muito, principalmente se você for como eu que considera meia hora como um bom tempo para pensar e resolver tudo. E quando esse tempo passar, você fica com o celular na mão, pensando em todas aquelas perguntas feitas lá em cima.

Relacionamentos são coisas loucas, malucas, sem pé nem cabeça. São imperfeitos e conflituosos, onde se busca o equilíbrio entre as duas pessoas. Tem a ver com amor, amizade e respeito; de considerar as necessidades do outro e de ultrapassar sua zona de conforto pelo bem dos dois. Não tem a ver só com sexo e uns bons amassos. Relacionamentos precisam de confiança. E isso só é possível quando nos arriscamos a nos entregar, sermos abertos e verdadeiros com o outro.

Mas e o medo que nos impedem de confiar? O medo sempre vai existir. Com o tempo ele diminui, mas sempre teremos uma pontada de dúvida. A questão é saber como lidar com ela.


Isabela Martins

19 anos de música diária, livros na cabeceira e de flores ao meu redor. Futura jornalista, gosto de ler e ouvir histórias reais e fictícias, de chocolate e das surpresas do dia a dia. .
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