palco marte

Tablado de ideias, cultura e arte!

Isabela Martins

19 anos de música diária, livros na cabeceira e de flores ao meu redor. Futura jornalista, gosto de ler e ouvir histórias reais e fictícias, de chocolate e das surpresas do dia a dia.

P(or)ego

Até que ponto é desejo, carência ou ego?


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Contato físico, humano, é indispensável em nossas vidas. Somos seres extremamente sociais, precisamos, para nosso bem psicológico e físico, de carinho, atenção e a sensação de nos sentirmos pertencentes a algum lugar.

É frequente que ao final de um relacionamento ou desilusão amorosa, as pessoas se envolvam com outras para esquecer o antigo amor. Sempre se escuta esse conselho: “você precisa de um novo amor, conhecer gente nova e aproveitar a vida”, mas de fato esse é o melhor caminho?

Sei lá... às vezes o que vem por carência acaba tomando uma proporção muito maior. E quando se vê, você, que apenas não queria se sentir chateado, acaba chateando outra pessoa. Ou duas pessoas, ou várias pessoas. Conheço muitas histórias assim, que começaram porque a pessoa se sentiu, ou de fato foi, rejeitada por outra e resolveu “curtir” a vida. Começou pegando alguém num bar, quando viu estava saindo com todo mundo apenas para se sentir desejado. E depois sumia, não ligava, não respondia as mensagens e reclamavam comigo que fulano e beltrano era muito pegajoso.

Isso aconteceu por algum tempo, até que cansada de escutar as reclamações perguntei “então porque você fica com tantas pessoas?”, ficamos em silêncio até que me respondeu: “por ego. Pra me sentir desejado e interessante. Pra me sentir poderoso, para me sentir a Scarlett Johansson”.

Não tem nada de errado em querer ser a Johansson. Não tem nada de errado em querer se sentir desejado. Não tem nada de errado em sair com várias pessoas. Desde que você tenha o cuidado e a consciência de não magoar seu parceiro ou parceira, desde que ele entenda que não é algo sério, que não se tem exclusividade. Se ele estiver disposto e de acordo com isso tudo bem.

Mas não fique por ego. Eu sei, eu sei. Eu não tenho nada a ver com isso, a vida é sua e apenas você faz suas escolhas. Mas não faça aquilo que pode magoar outra pessoas como fizeram com você. Não cometa esse erro. Isso não fará de você mais feliz ou realizado.

Pode ser brega o que vou dizer, mas acredito que o que importa vem de dentro. Sentir-se bem com você mesmo, viver cada momento e não sair querendo soluções rápidas, é a melhor forma de aprendermos com as coisas que nos acontecem. A tristeza também é importante. É nela, e com ela, que temos um contato mais profundo com nosso eu, com nossas escolhas, com nossos sentimentos. Não barre essa oportunidade de crescimento e muito menos use outras pessoas para se sentir melhor. No fim sempre vemos que não vale à pena.


Isabela Martins

19 anos de música diária, livros na cabeceira e de flores ao meu redor. Futura jornalista, gosto de ler e ouvir histórias reais e fictícias, de chocolate e das surpresas do dia a dia. .
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