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Sou como sou. Saio de mim e vou procurar-me, ou procurar-TE, pelas palavras que me fluem dos dedos.

PAULA PEDRO

Escrevo a urgência do que me vai na alma. Dou cor às palavras. Danço com o imaginário, Crio! Vivo! Arte, música, letras... cultura, são os meus átomos.

DICAS PARA ELES… QUE AS AMAM!

O amor não sobrevive de teorias. Se sentes que amas, arregaça as mangas e passa de imediato à acção. É que nem te passe pela cabeça que amar não dá trabalho.


img-0641.jpg Photo by: © Willian Abrahão

Meus caros,

Sem a pretensão de me vir aqui armar em representante da classe feminina nacional, mas apenas, EU, enquanto mulher, já com uma boa rodagem de vida e de vivências, sou a apelar à vossa sensibilidade, ao vosso instinto protector, para com aquelas que amais.

Livrem-se de pensar que, só porque somos determinadas, rápidas a executar tarefas, selectivas, independentes, inteligentes – às vezes, mais do que, o que vocês pensam -, e, um pouco autoritárias e refilonas, não precisamos que cuidem de nós; que nos protejam.

Enganam-se, os de vós, que pensam que descartamos sentirmo-nos amadas, respeitadas e seguras. Nada disso!…

A verdade é que – acreditem, ou não -, nós precisamos de heróis que nos resgatem das intempéries; que nos salvem, se nos estamos a afundar; que nos adormeçam no colo quando estamos fragilizadas, entre outras coisas mais, claro. That’s no big deal, right?

Basta tratarem-nos bem e fazerem-nos sentir a coisa mais importante da vossa vida, tal como, supostamente, o fazemos convosco.

Parem para pensar um pouco e questionem-se:

“- O que é que eu já fiz por ela, hoje?”

Se a resposta é “nada!”, aparentemente pode não ter qualquer impacto; mas reparem, se esse “nada” vira regra, elas podem, e muito bem, fartar-se de ser as matriarcas boazinhas, e, bater com a porta, não sem antes de vos dizer na cara, que não estão para aturar a vossa acomodação; a vossa resignação ao “deixa andar”.

Rapaziada, mimem as vossas mulheres!…

Não é preciso grande coisa, porque o amor é isso mesmo! – É feito de pequenos nadas, capazes de gerar… tudo.

Se for preciso, estendam a roupa quando estamos extenuadas; vão ao supermercado comprar o que falta, discriminado na lista; dêem banho aos miúdos quando nos atrasarmos; despejem o lixo se ele feda. Ofereçam-nos flores.

Cuidem de nós quando adoecermos. Desenrasquem-se!… Que não nos falte as tisanas, os caldos de galinha, os paracetamóis, e, muito, mas mesmo muito mimo, à mistura. Ai daqueles, de vós, que não cumpram! É nestas alturas que perscrutamos à lupa o vosso interior; avaliamos o quão importante somos para vós.

Aprendam a dizer “obrigado” e “desculpa”; usem e abusem da palavra “amo-te”… em qualquer cenário. Surpreendam-nos. Façam planos que nos englobem e não tenham receio de parecer imperfeitos, porque nós também o somos.

Ouçam-nos! Escutem-nos! Concentrem-se também em nós, entre tudo o resto que apela à vossa atenção. Não pensem que nos contentamos com as migalhas que sobram do vosso tempo.

Sejam directos, dedicados, sinceros; sejam amigos e amantes; sejam únicos… para NÓS!

E, fundamentalmente, não estiquem a corda, porque paciência tem limites, e, ela pode muito bem esgotar-se.

Nós, pela nossa parte, tudo faremos para que vocês se sintam os homens mais amados e mais felizes do mundo. Palavra de honra!… E de mulher!

© Paula Pedro

Fonte: Pamarepe

Nota: Por expressa e legítima vontade da autora, este artigo não segue as regras do Acordo Ortográfico de 1990.


PAULA PEDRO

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