pão abstrato

Outros textos, novos contextos

Sebastião Vieira

Precisamos mudar de direção. Mudar é preciso, é urgente! Precisamos reaprender o caminho que nos leva a nós mesmos, sem falsas pretensões. Precisamos de mudança de mentalidade.

  • Digital-Paintings-by-Cyril-Rolando-12.jpg
    ARTE PARA HUMANIZAR A VIDA

    Estamos o limiar da Pós-modernidade que emparelha posturas solidárias e individualistas num único ser, revelando através deste potencialidades e fragilidades da condição humana, as quais precisam de uma compreensão que congregue esta dualidade que paralisa a vida, por vezes, numa mistura consistente de ser e não-ser, sem sombras preconceituosas que neguem o projeto dialético construtor de uma nova humanidade.

  • Educação e aprendizagem afetiva.jpg
    A ESTÉTICA DE UMA EDUCAÇÃO AFETIVA

    A espiritualidade, a sensibilidade, o simbolismo, a vivência e a arte constituem alguns elementos que estão se inserindo na construção da escola. Isto, por serem fundamentais para a formação de seres humanos integrais. Para Wallon, as emoções e sentimentos podem variar de intensidade, em função dos contextos, mas estão presentes em todos os momentos da vida, interferindo de alguma forma em nossas atividades. A afetividade é o primeiro recurso de ligação entre o orgânico e o social: estabelece os primeiros laços com o mundo humano e através deles com o mundo físico. Podemos dizer, baseado em teorias psicológicas, que a afetividade/emoção são elementos importantes nos processos de aprendizagem e no desenvolvimento do ser humano. Os comportamentos não são só cognitivos, há o fator afetivo que nos auxilia a tomar decisões. Isto nos leva a considerar a afetividade como o combustível da educação. Assim sendo, a arte é a melhor fonte para se extrair esse combustível afetivo.

  • 800px-Estatua_Paz_Mundial_Copiapo.jpg
    ARTE NA EDUCAÇÃO POR UMA CULTURA DE PAZ

    O mundo moderno dá a luz a formação de uma civilização barbarizada, civilização onde impera o medo, a tristeza, a incerteza e a falta de oportunidades iguais para todos, principalmente, para as pessoas marginalizadas e excluídas socialmente. Porém, ao mesmo tempo, vislumbra-se possibilidades de mudanças nesse cenário caótico, as quais podem ser capazes de aplacar tais angustias e o doloroso sentimento de impotência diante do processo de desconstrução civilizatória que está em curso. Pensando nessas possíveis possibilidades, apresento aqui a Arte e a Educação como elementos formativos, caminhando juntas, capazes de oportunizar o crescimento e, por conseguinte, a formação de indivíduos preparados para viver nas sociedades em constante metamorfose, com mais esclarecimento, consciência crítica, responsabilidade consigo mesmo e com o outro, um ser íntegro e do bem.

  • A la vellesa, de Ramon Casellas, pl. Espanya (Girona) - By Enric - Own work, CC BY-SA 4.0
    A EXPERIÊNCIA DO SENSÍVEL E A DIMENSÃO ESTÉTICA DA EDUCAÇÃO

    Uma constatação fria do silenciar nas relações me afeta. Isto ocorre nos lares, nos locais de trabalho e espaços de lazer. Temos cada vez menos acesso ao outro, ao contato, ao toque, ao acolhimento e à expressão de sentimentos. Para crianças sofrendo de solidão, babás e aparatos eletrônicos; raros são os momentos de estar junto com elas, compartilhar vivências, partilhar sentimentos, e essa ausência afetiva compromete a formação humana. Neste sentido, abordo neste artigo a importância da afetividade e da Arte na formação do homem integral integrado à vida.

  • costaesilva.jpg
    A atualidade do Belo na hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer

    Justificar a Arte hoje é tarefa difícil. Muitos a veem como um perigoso meio de dominação ideológica. Apenas discursos superficiais sobre o fazer estético são feitos para tentar justificá-la. Contudo, o filósofo Hans-George Gadamer diz que isto é impossível sem observar o conceito de Arte produzido na Antiguidade. Explicar e justificar a arte como jogo, símbolo e festa, à luz da sua hermenêutica filosófica, é o objetivo deste artigo.