Daniela Santos

Se sua mente parar de duvidar das verdades, parte de você já estará morta.

A sádica escolha pelo platonismo

Dizem que o amor é algo que você não espera, não escolhe, simplesmente acontece. Mas e quando você pode escolher por quem sentir algo e optar pela paixão platônica?


O cursor não para de piscar, me questionando o que quero escrever. Mas o encaro pensando que quero falar sobre paixão, não..não sobre amor, amor é um tanto fácil de falar, há muitos poemas decifrando-o. O que quero falar é sobre paixão, platonismo, e isso não há pessoas que foram capazes de descrever ainda.

Um dia comum, sol acima da nossa cabeça nos mostrando que a rotina voltou. Não lembro ao certo como aconteceu, porque até então eu não enxergava, talvez estivesse ali há um bom tempo, mas eu não via. E num dia desses, qualquer, um par de olhos verdes se iluminou diante de mim e nesse momento, enxerguei.

E depois disso, como qualquer paixão é, prendendo dentro de nós um detalhe de alguém, aqueles olhos não saíram mais da minha mente. Contatos aconteceram, olhares aconteceram, discussões para simplesmente mexer uma com a outra aconteceram. É tão difícil para nós compreender que as coisas simplesmente acontecem, muito além do que nós imaginamos. Pois é, a paixão acontece para qualquer um também, a qualquer momento, qualquer idade, qualquer gênero, mesmo que seus olhos estejam fechados, pode acontecer... alguém vai abri-los. E assim como o amor, a paixão também têm suas diversidades, não é apenas aquela da televisão à qual vira amor e depois nos leva ao altar.

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E seja qual for a intenção disso tudo, apenas aproveite o momento. Tantas diferenças, mas a nossa necessidade de simplesmente viver o calor da paixão é muito mais instigante do que realmente viver de fato aquilo tudo. É tão excitante essa sensação de platonismo não é? Do estar à beira do acontecer e o do nunca vai acontecer.

Nossa imaginação nos leva para além, o platonismo é um calor que a cada palavra da outra pessoa nos mantém um tanto vivos é como viver em um jogo sem saber qual será o seu próximo passo, qual será sua punição ou sua conquista. Mas não posso negar a tristeza disso tudo, do fato de que há uma realidade orbitando diante dessa relação. A verdade, o mundo nu e cru, que nos mostra que não há uma relação concreta nisso tudo e que sua imaginação um dia, terá um lapso de realidade e te perguntará o que isso tudo é para você afinal.

E então você não pode mais fugir, não pode mais esquecer que os olhos verdes que, calorosamente, te faz sentir especial também tem sua realidade e que todo o sentimento que foi criado não precisa ser real, afinal, nada aconteceu não é?

Você aceitou fazer parte do jogo, sabe das regras, não pode pedir mais do que ele te oferece. É como jogar o dado e querer que sempre pare no maior numero, mas você não tem controle sobre isso. Não tem controle sobre o que se é platônico, não tem controle sobre o que nunca aconteceu realmente.

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E dentre essas várias fases do jogo, dentro de todos essas casas andadas para frente e outras andadas para trás, a indecisão toma conta da sua cabeça. Você acordou para a realidade, mas ainda está no jogo e não pode mais apenas imaginá-lo e nesse momento, nesse pequeno lapso de realidade, quase perto da chegada...você perde.

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Daniela Santos

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