patrícia dantas

Crônicas das nossas realidades e ficções

Patrícia Dantas

Sou aquela que acredita que as palavras podem salvar o mundo de todo o tédio que existir nessa vida.
Convido a visitarem meu blog em total liberdade: http://emtotalliberdade.blogspot.com.br/

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    Batendo pernas pelo cotidiano com Virgínia Woolf

    Como Woolf, mas não tão grandiosa, sinto-me ofuscada por esta ostra que me assalta o ser e, em seguida, por este olho que constantemente me comove nas ocasiões mais inusitadas.

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    Quando Hilda Hilst fica entre nós

    O que fazer com alguém que nem sabemos ao certo se existe, se não se declara, se não fala, nem se define, não apresenta virtudes ou defeitos, que apenas se deixa existir livremente, de fomes, tormentos e algumas insaciedades? Nem sempre sabemos o que fazer deles, nem de nós. Também vamos descobrindo aos poucos como eles se deixam levar pelas suas curiosidades pelo estranho. Era assim que Hilda reagia a todos eles, seus personagens que tantas vezes eram ela.

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    Amores verdadeiríssimos

    E não é que esses amores muitas vezes misturam suas doses desproporcionais e instalam em nós ritmos perturbados pelo jogo das suas combinações aleatórias? Misturam encontros casuais e proibidos com a louca vontade do próximo encontro; misturam casais que não estão na mesma vibração com novos roteiros que apimentam o relacionamento; misturam a inconstância dos sentidos com a louca vontade da experimentação; misturam e se misturam como os corpos num só movimento.

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    Viagem para todos os sentidos

    Já não precisamos de roteiros compactados para conhecer seus arrondissements, quando temos hoje, além poemas, relatos, romances e crônicas já consagradas, sites de busca e superblogs de pessoas viajadas pelo mundo, que indicam com ricas descrições os incontáveis pontos de Paris para se conhecer antes de morrer.

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    Mais sensibilidade e menos razão para hoje

    Muitos poetas, escritores, filósofos, pessoas e pessoas pensam diariamente nessa abstração de temas que tomam conta do nosso cotidiano acelerado, morno e tantas vezes ausente, que dão origem aos romances e ficções comuns a todos os tempos, mas com outros vieses, outras conotações, outros meios.

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    Imensos doces prazeres

    Ao passo que recebia muitas cartinhas também as enviava cuidadosamente, em envelopes decorados, papeis coloridos e desenhados. Eu nem conhecia ainda alguns clássicos da literatura, mas sabia que a vida necessita de boas doses de arte todos os dias, para sairmos da tentação de provar sempre das coisas triviais, superficiais, reais.

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    A liquidez de quem escreve

    Temos o hábito de gritar ou nos calar por completo diante das grandes descobertas. Tudo isso é como enredos, tramas, personagens soltos, ambientações, traços físicos e psicológicos, longas caminhadas dentro de cada ser e personagem, intercalados com nossos momentos de criação e vivência de todos os atos.

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    Crônicas são presentes oportunos

    Escrever é doar-se ao mundo. Frase curta e forte, que nos faz refletir sobre o que queremos escrever, para quem, e como gostaríamos de ser lidos e interpretados. Transformar palavras isoladas em construções que ergam amplos e ricos diálogos é uma grande responsabilidade. É como pisar em ovos.

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    Traduza a Felicidade

    Katherine Mansfield em sua extrema invocação da Felicidade se indagou em sua criação “O que fazer se aos trinta anos, de repente, ao dobrar uma esquina, você é invadida por uma sensação de êxtase – absoluto êxtase! – como se você tivesse de repente engolido o sol de fim de tarde e ele queimasse dentro do seu peito, irradiando centelhas para cada partícula, para cada extremidade do seu corpo?” Aqui também há a extrema imersão nesse êxtase! Quando, quando por mim e pela angústia do meu encontro com o eu, por fim, “engolirei o sol de fim de tarde?”

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    Um filme para Woody Allen

    É através desse outro que muitas vezes está a grandeza do que não se pode sentir. Ali está a própria imensidão, o inexato, o ambíguo, o mistério. E é muito mais difícil invadir uma pessoa quando ainda não se sabe por onde entrar em si mesmo. A certa altura, é o labirinto humano.

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    Amores e cartas extraviadas

    Já não podemos mais escrever no anonimato? Cadê aquelas cartas endereçadas, mas sem o nome do remetente? Cadê o escritor anônimo por trás de toda a trama, que nem Sherlock Holmes ou Aghata Christie desvendaria tão fácil? Tudo precisava de uma investigação a fundo da vida de todos os envolvidos. Roteiros tão originais, dignos de filmes policiais que, ao final, emendaria outras histórias de intensa atividade dos sentidos.

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    Um tanto universais

    Existem culturas e culturas, memórias, hábitos, costumes e tudo o que se configure na alma do lugar, nas características essenciais. O que mais surpreende, como num filme de suspense, é que ao passo que temos mais acesso ao mundo, sua multiplicidade e cumplicidade, mostras de todo sadismo, despudor, liberdade, invenções, ainda parece que estamos vivendo como nossos pais. Como diz a letra de Belchior: “Minha dor é perceber/ Que apesar de termos/ Feito tudo, tudo/ Tudo o que fizemos/ Nós ainda somos/ Os mesmos e vivemos/ Ainda somos/ Os mesmos e vivemos/ Ainda somos/ Os mesmos e vivemos/ Como os nossos pais...”.

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    A linguagem da ternura

    Quando Vinícius compõe o poema “Ternura”: “Eu te peço perdão por te amar de repente/ Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos...E só pede que te repouses quieta, muito quieta/ E deixes que as mãos cálidas da noite encontre sem fatalidade o olhar extático da aurora.” – ele expõe o amor mais desprendido que alguém pode doar, sem pedir nada em troca, num ato de liberdade.

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    A tal da química

    Não passa sem química, tem que ter a tal dessa química que tanto acreditamos. E isso serve para tudo na vida, já que gostamos mesmo do prazer que há até nas minúsculas coisas. Da atração pelo inusitado que nos envolve. Se não tem química, não rola.

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    Hilda Hilst sem papas na língua

    É que a mulher, Hilda, usa a singeleza que pertence ao reino polífono das palavras e joga com muita graça e discernimento (talvez agora ela me diria com seu risinho da Mona Lisa nos lábios ‘discernimento de uma louca muito lúcida’ e cairíamos aos prantos de tanto rir).

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