paula lario

Era pra ser um texto simples, mas virou a minha forma de enxergar a vida.

Paula Lario

Paulista, paulistana, formada em jornalismo e pós graduada em comunicação corporativa e RP. Achou que tinha tudo a ver com publicidade, mas viu que o seu negócio era mesmo escrever. Viciada em sorvetes, procura levar a vida de uma forma leve, saborosa e, refrescante. Amante de vinho e de um bom café, não abre mão de brindar os bons momentos da vida mas, principalmente, a reciprocidade!

Alice, me empresta as maravilhas do teu país?

“Esse sonho é meu, eu vou decidir aonde ir e a partir de agora eu faço meu destino!”. Talvez esse seja um dos grandes segredos escondidos no filme e valiosíssimos para trazemos à nossa vida real. Independente de faixa etária ou fase da vida, chega o momento em que precisamos nos dar conta de que, assim como Alice, é preciso dar um basta em algumas situações. Alice se vê diante de um universo vasto e novo, mas não se intimida. Se permite provar líquidos desconhecidos, comer bolos diferentes e, até mesmo, cogumelos para ficar do tamanho que cada situação exige, grande ou pequena. Alguma semelhança ou mera coincidência?


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"Mas eu não quero me encontrar com gente louca", observou Alice. " Você não pode evitar isso", replicou o gato. "Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco, você é louca". "Como você sabe que eu sou louca?" indagou Alice. "Deve ser", disse o gato, "Ou não estaria aqui".

É certo que, em algum momento da nossa vida, tivemos um primeiro contato com a história de Alice, aquela menina que, em um belo dia, despenca numa toca de coelho que a transporta para um lugar encantador povoado por criaturas um tanto quanto peculiares. A história nonsense se desenrola de maneira divertida e envolvente, de forma que crianças – e até mesmo nós adultos – entram nesse mundo fictício com um sorriso largo no rosto. Mundo esse que, pode não parecer, mas muito se assemelha ao nosso real.

No filme, Alice é uma jovem que conflita constantemente com pessoas e princípios da sociedade de sua época. Todos insistem para que ela se case com um determinado homem e viva a vida igual às outras mulheres daquele tempo. Mas por ser algo totalmente diferente do que ela projeta para si, não aceita a imposição e enfrenta duros confrontos, até o momento em que ela conhece um novo mundo: o País das Maravilhas, um universo mágico, onde tudo pode acontecer. O mundo de Alice começa a tomar um novo rumo no momento em que ela diz: “esse sonho é meu, eu vou decidir aonde ir e a partir de agora eu faço meu destino!” .

Bingo! Talvez esse seja um dos grandes segredos escondidos no filme e valiosíssimos para trazemos à nossa vida real. Independente de faixa etária ou fase da vida, chega o momento em que precisamos nos dar conta de que, assim como Alice, é preciso dar um basta em algumas situações. Alice se vê diante de um universo vasto e novo, mas não se intimida. Se permite provar líquidos desconhecidos, comer bolos diferentes e, até mesmo, cogumelos para ficar do tamanho que cada situação exige, grande ou pequena. Alguma semelhança ou mera coincidência com o que vemos nas situações cotidianas? E ao se deparar com os personagens incríveis como o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas ou o Gato de Cheshire, ela não só aprende a lidar com seres tão diferentes entre si, mas ela aprende sobre ela mesma, sobre sua identidade e seu potencial.

Assim como na realidade, o filme retrata que estamos rodeados de pessoas, cada qual com suas habilidades, atividades e importância. O desafio é aprender a conviver com essas diferenças e buscar nossas próprias realizações, metas e planos.

Tudo bem, podemos dizer que é uma história maluca, diferente, profunda e inteligente. Mas não dá para negar que ela traz de forma espetacular ensinamentos que podem ser levados para a vida toda A frase do Gato: “Para quem não sabe aonde quer chegar qualquer caminho serve.” não deixa nada a desejar. Mas talvez a principal mensagem do filme se concentra em uma trecho que diz assim: “Não podemos mudar o passado, mas podemos aprender com ele“.

Alice no País das Maravilhas nos mostra que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola!

Que assim seja!

"... sei quem eu era quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então."


Paula Lario

Paulista, paulistana, formada em jornalismo e pós graduada em comunicação corporativa e RP. Achou que tinha tudo a ver com publicidade, mas viu que o seu negócio era mesmo escrever. Viciada em sorvetes, procura levar a vida de uma forma leve, saborosa e, refrescante. Amante de vinho e de um bom café, não abre mão de brindar os bons momentos da vida mas, principalmente, a reciprocidade! .
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