penetra surdamente no reino das palavras...

E lá que estão os poemas, é lá que está a vida que espera ser escrita!

.MariBlue.

MariBlue Gomes é uma peixa-marciana, meio Dori, meio Clarice. Acredita verdadeiramente na poesia da vida e na vida da poesia.

Carta a mim mesma para começar bem o Ano Novo

São as primeiríssimas horas da manhã do dia 31 de dezembro. Uma data bastante significativa: sinal de que tivemos a oportunidade de viver a experiência de mais um ano. Essa data pede uma boa reflexão, pois a responsabilidade de que o próximo ano seja bom – ou não – é toda nossa.


WP_20171228_005.jpg Imagem - acervo pessoal MariBlue

Olá você, Bom Dia!

Se me fosse feito o pedido para escolher uma única palavra que resumisse o ano que agora finda essa palavra seria, sem sombra de dúvida, a palavra CORAGEM.

A partir dessa palavra, especialmente do que ela traz em sua carga semântica – do latim ‘coraticum': composta pelo radical ‘COR’, que significa “coração” e pelo sufixo ‘ATICUM’, que indica ação referente ao radical – CORATICUM significa, literalmente, ação do coração, que se traduz por meio da capacidade de agir apesar do medo, do temor ou da intimidação. Para além de todos os desdobramentos possíveis que surgem da palavra coragem afirmo com convicção que a tônica do ano foi, de fato, agir com o coração apesar do medo do desconhecido, das inseguranças e do receio de enfrentar o novo. Foi assim, com o coração fervendo e de olhos bem abertos para enxergar as inúmeras possibilidades que se descortinavam à minha frente que eu pude agarrar oportunidades, reconstruir conceitos, libertar-me de crenças paralisantes, alcançar objetivos.

Depois desse meu encontro com a CORAGEM, fui apresentada a outra palavra bastante próxima desta, DESCOBERTAS. Assim mesmo, no plural. Com essa palavra passeei de mãos dadas por lugares desconhecidos, afastados, inóspitos e selvagens, dentro e fora de mim. Percorri cada metro quadrado necessário para (re)descobrir a mulher que sou, a mulher em mim, a melhor mulher que poderia (posso) ser. Destaco ainda uma terceira palavra sem a qual nada do que pude realizar no ano que passou seria possível ou faria sentido: AMOR. Começando pelo amor-próprio, tudo o que fiz, tudo o que escolhi viver, fazer, experimentar e ousar foi unicamente motivado por esse sentimento forte e vigoroso e incondicional por mim, por aqueles que fazem parte do meu clã e também por aqueles que ainda nem conheço, mas que fazem parte dessa bolota redonda chamada Terra.

Dessa forma fui me despedindo do ano usado, surrado, gasto (vivido tão intensamente e tão generosamente fecundo) com muito amor, respeito, reverência e gratidão. Agora sim: Adeus Ano Velho! Seja bem-vindo Ano Novo! Que eu seja o novo que desejo nesse novo ano...

WP_20171227_053.jpg Imagem - acervo pessoal Mariblue

Para esse novo que se descortina apenas um pedido: que eu possa finalmente encontrar o que vim fazer de memorável aqui nesse plano. Que eu possa ver realizado esse desejo simbolicamente representado por aquele tsuru(*) azul espetado em um bambu ressequido, mas extremamente fecundo em seus mais diversos usos e utilidades, considerando antecipadamente a palavra fecundidade como próxima parceira de caminhada.

E uma vez que isso dependerá de mim, teço desde já um Novo cheio de energia, alegrias, presentes imateriais, saúde, re-descobertas (outras) presença, afetos, luz, amor, paz, sabedoria e prosperidade.

Estou pronta para você, Ano Novo, pode chegar!

Eu invisto em minha prosperidade.jpg Imagem livremente extraída da internet. Créditos do texto na imagem.

(*) Tsuru é uma ave sagrada do Japão. Simboliza saúde, boa sorte, felicidade, longevidade e fortuna.


.MariBlue.

MariBlue Gomes é uma peixa-marciana, meio Dori, meio Clarice. Acredita verdadeiramente na poesia da vida e na vida da poesia. .
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