As obras políticas e sociais de Di Cavalcanti

Di Cavalcanti expressava em suas obras a realidade social do Brasil, seu trabalho é recheado de críticas da realidade brasileira, mas também de retratações da vida cotidiana e política.


A realidade brasileira Di Cavalcanti A realidade brasileira Di Cavalcanti

As obras políticas e sociais de Di Cavalcanti Di Cavalcanti se filiou ao Partido Comunista Brasileiro em 1926, quando retornou da sua temporada em Paris, esse período de suas criações aliou o seu radicalismo modernista ao radicalismo político que vivia o país, ao rejeitar o estilo elitista que ainda existia em sua época, retratava a realidade social com as suas contradições, com uso de cores e traços fortes, deixando em sua obra um tom genuinamente brasileiro.

Mulheres Protestando 1941 Di Cavalcante Mulheres Protestando, 1941, Di Cavalcanti

Colonas, Di Cavalcanti Colonas, Di Cavalcanti

Ocupava a centralidade de suas produções os temas sociais, sobretudo. As festas populares, a vida cotidiana do brasileiro de sua época, as contradições políticas e também o papel social das mulheres, que já se inseriam em postos de trabalho como a pesca etc., os ritmos como o samba, que emergiam no Rio de Janeiro, e as noites cheias de boemia da cidade.

As Bodas do Poeta 1941 Di Cavalcanti As Bodas do Poeta, 1941, Di Cavalcanti

Baile popular 1972 Di Cavalcanti Baile popular, 1972, Di Cavalcanti

Carnaval 1972 Di Cavalcanti Carnaval, 1972, Di Cavalcanti

Em 1932 durante a Revolução Paulista, Di Cavalcanti foi preso acusado de apoiar Getúlio Vargas, e em 1935 foi preso novamente no Rio de Janeiro acusado de ser comunista. Foi então em 1933 que publicou o seu famoso álbum A Realidade Brasileira, um conjunto de doze desenhos criticando o militarismo. As produções do artista nessa fase refletem a ideologia de esquerda que era comum entre os intelectuais da época, inclusive propagada pelo Clube dos Artistas Modernos (CAM), do qual Di Cavalcanti foi co-fundador, e também participaram Tarsila do Amaral, Jorge Amado entre outros. Após a sua segunda prisão, Di Cavalcanti parte para Paris novamente onde permanece até 1940.

O Grande Carnaval 1953 Di Cavalcanti O Grande Carnaval, 1953, Di Cavalcanti

Obra de Sao Joao 1969 Di Cavalcanti Obra de Sao Joao, 1969, Di Cavalcanti


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