As fases artísticas de Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral é uma das mais importantes personalidades da arte brasileira. Seus trabalhos são ricos e cheio de referências culturais e sociais. Confira aqui as fases de sua memorável obra.


A Negra 1923 Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral iniciou sua pintura, influenciada pelo conservadorismo com que o modernismo, do qual ela mesma se tornaria mestra, rompeu mais tarde. A própria artista comentou em entrevistas que os seus primeiros professores a ensinaram que não deveria usar demasiado as cores, nem fazer representações de qualquer coisa que fosse caipira como os temas populares.

A Caipirinha 1923 Tarsila do Amaral

Chapeu Azul 1922 Tarsila do Amaral

Nu 1923 Tarsila do Amaral

A obra de Tarsila, no entanto, já na sua primeira fase, a Pau-Brasil, rompe completamente com qualquer tipo de conservadorismo e enche-se de formas e cores ao exemplo de tudo que a artista havia visto na sua viagem de "redescoberta do Brasil" com os seus amigos modernistas. Suas obras nesse período, que se inicia em 1924, refletem além de tudo temas tropicais brasileiros, a exaltação da fauna, flora, as máquinas, os trilhos símbolos da modernidade urbana que contrastavam com a riqueza e diversidade de todo o país.

Fase Pau Brasil O Postal Tarsila do Amaral 1928 Fase Pau Brasil - O Postal, 1928, Tarsila do Amaral

Fase Pau Brasil A Feira 1924 Fase Pau Brasil - A Feira, 1924, Tarsila do Amaral

Fase Pau Brasil O Pescador 1925 Fase Pau - O Pescador, 1925, Tarsila do Amaral

Fase Pau Brasil A Estacao Central do Brasil 1924 Fase Pau Brasil - A Estacao Central do Brasil, 1924, Tarsila do Amaral

Fase Pau Brasil Morro da Favela 1924 Fase Pau Brasil - Morro da Favela, 1924, Tarsila do Amaral

A segunda fase da artista, a Antropofágica, foi idealizada pelo seu marido na época, Oswald de Andrade. Nesse momento eles buscavam digerir influências estrangeiras, que eram comuns à época, para que a arte feita por eles tivesse feição mais brasileira. Tarsila pinta um quadro de presente para o Oswald chamado Abaporu, palavra indígena que significa "homem que come carne humana", no sentido de que eles iriam "comer" as técnicas estrangeiras para digeri-las em obras que fossem precipuamente brasileiras. Essa obra da artista, em 1928, inaugura o movimento antropofágico dentro do modernismo.

Fase Antropofagica Antropofagia 1929 Tarsila do Amaral Fase Antropofagica - Antropofagia, 1929, Tarsila do Amaral

Fase Antropofagica Sol Poente 1929 Tarsila do Amaral Fase Antropofagica - Sol Poente, 1929, Tarsila do Amaral

Fase Antropofagica O sono 1928 Fase Antropofagica - O sono, 1928, Tarsila do Amaral

Fase Antropofagica O Lago 1928 Fase Antropofagica - O Lago, 1928, Tarsila do Amaral

Fase Antropofagica A Lua 1928 Fase Antropofagica - A Lua, 1928, Tarsila do Amaral

A terceira e última grande fase na obra de Tarsila é a Social, que culmina com a sua ida para Paris, onde trabalha como operária em uma construção, após passar pela União Soviética. Em 1933, a partir do quadro Operários, a artista inaugura uma fase de criações voltadas para os temas sociais da época, a situação dos trabalhadores etc. Mais tarde, a pintora irá retomar temas de fases passadas, além de inserir novos elementos e temas como o religioso.

Fase Social Os Operarios 1933 Tarsila do Amaral Fase Social - Os Operarios, 1933, Tarsila do Amaral

Fase Social Segunda Classe 1933, Tarsila do Amaral Fase Social - Segunda Classe, 1933, Tarsila do Amaral

Fase Social Criancas Orfanato 1935 Tarsila do Amaral Fase Social - Criancas Orfanato, 1935, Tarsila do Amaral

Fase Social Garimpeiros 1938 Tarsila do Amaral Fase Social - Garimpeiros, 1938, Tarsila do Amaral


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