pluripatia

do latim: salve-se quem puder

Bianca Peter

INFJ caricata, caiçara nascida em São Paulo que gosta da arte que faz chorar de alegria. Estudante de Letras e de tudo

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    não precisa olhar nos meus olhos

    Marisa não é a Menina que tem TOC, Hiperatividade, Déficit de Atenção, Esquizofrenia, Autismo, Sei Lá, Algo Assim.

    Marisa é um trevo de quatro folhas que passa despercebido por entre os demais trevos triviais e, uma vez reconhecida, não traz somente a sorte que os mitos prescrevem – traz, principalmente, a lembrança dos segredos da natureza, das singularidades que distinguimos em humanos colossais, traz o conforto de saber que muitos caminhos ainda não foram percorridos.

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    apesar de tudo, ainda queremos ser professores

    Desde que ingressei no curso de Letras, tive medo de escrever sobre os professores. Medo de soar definitiva demais como a Academia impõe, medo de ser uma fruta verde demais nessa vegetação pouco irrigada que é magistério no país para dizer algo. Há exatamente um ano, escrevi um texto que já estava guardado no meu peito e pulsava para sair, e ele, claro, falava sobre a vontade de ser professora. Com aquela vivência de aluna, entrei na licenciatura. Para no décimo mês dela, e já com a vivência de professora, descobrir que ainda sou aluna.

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    Almodóvar e Xavier Dolan: mães, cores e sexualidade

    Quando em 1989 o cineasta Pedro Almodóvar finalizava seu controverso filme “Ata-me!’ (numa época que seus trabalhos ainda eram considerados tal), um dos primeiros com Antonio Banderas, nascia em Montreal, Canadá, um fã de Harry Potter.

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    Ruth Guimarães: a fada caipira da literatura brasileira

    Nas palavras de Antonio Candido, autor do prefácio da segunda edição da obra, Ruth Guimarães é caracterizada pela “elaboração arte-ficial de uma linguagem que obedece a disciplina da gramática e, ao mesmo tempo, parece sair da boca do povo rústico”. Tal característica leva o nome de literatura, que trata de inventar uma “linguagem suspensa entre o popular e o erudito”. Ao ver da autora, entretanto, essa linguagem leva ainda outro nome: folclore.

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    aos personagens que deixei engasgar

    Compreendo que nossa relação sempre foi atípica: nunca entendi esse laço autor-personagem de caráter ma/paternal. Quando os encontrei, eram órfãos do mundo. Carregavam canetas na mão, mas exibiam um corpo invisível. “É para nos desenhar! Vá!”, diziam, mesmo que sem uma voz delineada. Eram órfãos do mundo, procuravam um lar. Não do tipo que se constrói com tijolos e cimento, massa corrida e telhas; exigiam piadas para contar, um tom de voz para se apossarem, histórias para fazerem parte, cores para seus corpos, jeitos de andar ou, ainda, não andar.
    

  • Jornada dos mártires (Antônio Parreiras) 1928 - historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
    quando cecília meireles cantou a inconfidência mineira

    A Inconfidência Mineira quando deixa os livros de história chega a nossos ouvidos com a voz lírica de Cecília Meireles e seu “Romanceiro da Inconfidência”, uma coletânea de poemas (ou “romances”) cujo palco é a capitania de Minas Gerais entre os séculos XVII e XVIII.