poeira de plutão

há um resquício de grandiosidade em tudo

Tiele

Escreve pelos cotovelos tudo o que silencia a própria voz. Acredita que qualquer assunto pode ser meticulosamente discutido quando a companhia e a bebida são boas

A Ética na história

Breves considerações sobre a Ética na história


Ética, do grego Ethos, é uma palavra usada para definir os costumes, o hábito de uma sociedade. Ética tem a ver com o “Saber fazer”, o que para Aristóteles implica no discernimento prático nas ações que possibilitavam uma vida moral adequada. Ou seja, a ideia de saber fazer considera as práticas entre bem e mal, mas com propósito fim a harmonia social e moral.

Pode-se reconhecer que há uma semelhança entre os períodos da história e os princípios éticos: eram tomadas como formas de corrigir as ações dos indivíduos. No período que corresponde à Filosofia Cristã, a Ética era bem definida: as relações eram regidas pela estrutura teocêntrica. Mais além, com a Filosofia Moderna, o mundo teocrático é substituído pela razão.

A partir da consideração de que o indivíduo é capaz de exercer a própria autonomia, este torna-se um ser livre. A liberdade que tinha como ideal a felicidade, e que antes era expressa na “vida eterna”, agora é posta como característica do homem moderno, resultante de sua condição como ser pensante, e assim, capaz de fazer escolhas e tomar decisões. Para Descartes (séc. XVII), Sabedoria seria saber vincular princípios metafísicos gerais do nosso conhecimento de ordem prática às manifestações morais.

A razão é então o único princípio que devemos atender e nos subordinar. Só quando estamos subordinados ao bom uso da própria razão, é que somos Livres. Nesse sentido, Kant provoca profundas modificações no conceito de Ética, apontando que não há como relacioná-la com condições metafísicas porque o conhecimento teórico é bastante limitado.

kants.jpg Immanuel Kant (1724-1804)

São ponderados dois usos da razão em diferentes categorias da moralidade: Razão Científica x Razão Empírica. A primeira seria pautada na necessidade, enquanto que a segunda, na Liberdade. A Ética não é um projeto transcendente, mas também não pode ser ciência, afinal, é impossível defini-la, visto que se embasa em atitudes humanas e estas não correspondem ao absoluto e universal.

Deste modo, pensar a concepção de ética, implica em reconhecer as diferentes noções espaço-temporais do homem. A ética só pode ser pensada a partir do homem, e para o homem, pois se configura dentro da linguagem humana, bem como apresenta Kant.


Tiele

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