poeta de fim do mundo

um pouco de filosofia, um verso de poesia e boas histórias pra contar.

Júlio Soares de Lima

vim a vida para trazer novos questionamentos, não respostas.

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    ócio do ofício: mais um dia (tedioso) de trabalho

    nossos dias são categoricamente marcados: café da manhã, almoço e janta são um exemplo disso. nem dá tempo pra pensar, o ócio que Sócrates defendia, deixamos morrer pela rotina, deixamos morrer pela preguiça e pela opinião cotidiana plastificada da gazeta local, sem rodeios, engolimos aquela porcaria plástica vendida no editorial ou nas colunas e aceitamos como a verdade contemplativa que nos identifica, aliás, já parou pra pensar que os formadores de opinião morreram? deram lugar a sabichões que ostentam palestras, sintamos falta dos que pensavam e identificavam a realidade, antes que morramos

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    Ensaio sobre uma outra D. Keir

    Quando André Gorz um escritor austríaco escreveu "Carta a D. - História de um amor" relatando sua história de 54 anos com Dorine Keir, refletia sobre a ausência de sua mulher a qual amava tanto em suas obras, essas, um reflexo da sua vida. Uma mulher incrível que morria aos poucos devido a um erro clínico que sumia dentro de sua cabeça mas ainda permanecia em físico ao seu lado, talvez seu psicológico o preparando para a despedida, talvez. Aqui, um pequeno ensaio inverso a obra original, uma D. que sumiu fisicamente mas está viva mentalmente, ocupando o espaço em todos as palavras presentes aqui.

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    no dia dos namorados seja enamorado

    passaram-se décadas e na tentativa de objetificarmos o amor acabamos por mais ainda paradoxa-lo pois das maneiras mais erradas tentamos impor o que ele realmente é, quem é digno e que não e qual tipo de amor é certo ou incerto, existe amor incerto? numa dessas tentativas de idealizar o amor, materializa-lo bem mais do que nas palavras e atitudes, criamos datas, criamos atitudes, culturas e de nada foi tão eficaz em mostrar o que é o amar, do que o próprio ato, amar, mas amar o que? oras, se posso amar algo, posso amar tudo! então comece amando as pequenas coisas, os pequenos gestos por fim chegar na grandiosidade das coisas: uma pessoa. Aliás, feliz dia dos namorados pra você que vê nessa data a sua maneira de amar.

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    a vida é urgente e a felicidade corregente

    o que nos faz tanto tentar entender isso tudo? somos inconformados com respostas simples e complexas, assim, buscamos nossa particular forma de enxergar aquilo que talvez se quer tenha resposta. É brando afirmar, que tudo há de se ter uma resposta, já que há de se ter uma pergunta ou um questionamento, talvez seja essa a maior teimosia filosoficamente aceitável por todo o decorrer da nossa vida, o eterno ceticismo conjunto com a eterna dúvida, fato é, se a vida nos trás tantas perguntas e não nos dá respostas, talvez encontremo-as em uma das suas maiores adversidades: a morte.

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    Marque um encontro em Paris!

    Nossa geração sofre com o ''desnorteamento social'', isto é, o fato de nunca sabermos o que queremos, inclusive, aonde queremos ir nos tornam de alguma forma desnorteados, perdidos em meio a tantas oportunidades e lugares inexplorados por nós. Um grande problema esse em momentos de decidir onde será o primeiro encontro ou somente mais um encontro e vai aí minha dica: marque um encontro em Paris! E verá que nem precisa sair da sua cidade para isso, tudo é questão de sentir.

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    Vaporwave: a subjetividade que merece atenção

    Quando as palavras se tornam pífias e não tem o alcance desejado, muitos artistas procuram outras formas de expressão, formas estas que suprem confortavelmente a falta das palavras sejam elas: visuais, sonoras ou físicas. O conceito "Vaporwave" trás a subversividade das idéias no design gráfico, sua trilha sonora não diz tanto quanto seu vídeo clipe diria, mas os dois são cúmplices, se completam e agem em uma harmonia notável.

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    Carta a alguém que não pode ler mais

    Para ser lido ao som de "Ben" do Rubel.