queime depois de ler

A arte imitando a vida

Aline Rollo

Essa metamorfose ambulante

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    Ansiedade e atropelos sentimentais

    A questão é: quanto tempo é preciso ficar sozinho, dando um tempo entre um relacionamento e outro? Claro que para um ansioso crônico, um mês é o ápice do sofrimento. Sei que não existe nenhuma fórmula explicativa para isso e cada um deve ser consciente de seu tempo. Mas não uma pessoa ansiosa. Ela não tem muita noção de tempo. Duas semanas podem equivaler a dois meses. E por aí vai.

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    A intensidade nossa de cada dia

    Nunca sei quando vou acordar com os sintomas do Transtorno de Ansiedade exaltados, mãos tremendo, coração acelerado, saindo pela boca. Não tenho como prever uma crise brava, daquelas que me tiram a pouca organização mental e o ar que eu respiro. Não sei se amanhã estarei bem, com o coração batendo sem a taquicardia que me persegue. Então viver tudo plenamente é a melhor forma de administrar a ansiedade e não deixar passar nada, nem um segundo sequer de felicidade.

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    Crônica do frenesi de um recomeço

    A ansiedade é um frenesi maluco de pensamentos, ideias, soluções e conclusões que se passam em segundos, tudo ao mesmo tempo. As ideias passam na cabeça como um flash de imagens e diálogos futuros frenéticos. O tratamento é difícil mas a gente recomeça quantas vezes forem necessárias. A gente consegue.

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    Yoga: prática de amor e respeito próprio

    Passei a enxergar o amor de forma diferente do conceito que eu tinha. O amor está muito próximo de todos nós. Acontece que na maioria das vezes não olhamos ao redor com atenção para perceber isso. Não, o yoga não vai me curar do Transtorno de Ansiedade. Mas está me ajudando a ter olhares diferentes sobre coisas diferentes. E principalmente, está me ensinando a me amar acima de qualquer coisa.

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    A história de um romance que não era pra ser

    O envolvimento parecia rápido demais, tanto quanto o início dos desencontros de comunicação. Ele pilhado com problemas no trabalho. Ela lutando para sair de uma recaída de depressão. Ela dizia A. Ela entendia B. Eles se desentendiam. O fim daquele romance, que nem chegou a começar, estava decretado.

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    Vamos falar de amor?

    É o amor que nos rege. E não necessariamente amor de romance. Podemos ser preenchidos também pelo amor entre amigos, família, amor pelos animais, pelo trabalho, lugares, coisas e momentos. Pessoas que não te conhecem também podem te dar algum tipo de amor. E quando nos damos conta disso, não precisamos buscar mais pelo amor de forma incessante. Ele está presente em todos os minutos das nossas vidas.

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    Crônica de uma história de amor

    Parafraseando Tiago Iorc, ninguém escapa do peso de viver. E essa história de amor foi vivida com todas as suas forças. Não deu, não durou. Mas foi vivida. E foram guardadas delicadamente dentro de um bolso as boas lembranças. A parte ruim, foi para qualquer lugar escondido onde não se possa mais ver.

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    Sobre auto-sabotagem

    É mais fácil deixar o guarda-chuva aberto ao menor sinal de uma nuvenzinha negra. Muito melhor desligar o fogão antes que a água ferva muito e faça um estrago. É importante sair de casa com um casaco mesmo estando um dia lindo de sol e um calor de 30 graus. E é mais cômodo sabotar um amor antes que ele aconteça.

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    Transtorno de ansiedade: o fantasma da recaída

    Cheguei onde não queria chegar nunca. Ultrapassei o limite do meu corpo e mente. O esgotamento foi inevitável, apesar de todos os meus esforços para que isso não acontecesse. Não me reconheço mais quando me olho no espelho. Mas estou viva. E enquanto eu estiver nesse mundo, não vou desistir. Por mais que eu sinta dor. Por mais que eu chore. Não vou desistir nunca.

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    Colo de mãe é eterno. Não importa a idade

    Aos 36 anos, resolvi voltar para a casa da minha mãe. Sim, por total e livre espontânea vontade quis ter de volta o colo, a companhia e até mesmo o silêncio que se forma ao redor de tanto amor.

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    Diário de Bordo de uma ansiosa

    Esta é a história de um dia na vida de um ansioso. Esta é a história de tantos dias na minha vida.

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    Se aceita!

    Aceita sua vontade de viver. De ser intenso, aproveitar cada segundo da sua vida. Mesmo que isso promova olhares de censura. Mesmo que o mundo ache você exagerado. Isso é você, então aceita. Por mais trabalhoso que seja, por mais louco que aparenta ser, se aceita. E conheça a cada dia uma pessoa autêntica e diferente em você mesmo.

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    O que eu aprendi com o Transtorno de Ansiedade

    Tenho aprendido muito com você, ansiedade. Você me ensinou a me transformar internamente, quantas vezes forem necessárias. A cair e levantar sem muitos danos permanentes. A respirar mais pausadamente. A entender o que me faz ou não feliz. Já que temos que conviver, lado a lado, 24 horas por dia, que seja para que você me ensine a ser melhor a cada dia.

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    A simplicidade em meio ao caos de São Paulo

    Observar o mais simples da vida também é possível na maior cidade da América Latina. É preciso silenciar internamente para descobrir um pouco mais sobre si mesmo e sobre os encantos de São Paulo. Voltei pra casa pensando em toda essa simplicidade. E nas mensagens que chegavam para mim enquanto eu ouvia aqueles senhores italianos, que de tão fofos, dava vontade de beijar. “Se perdoe”. “Se sinta mais”. “Se permita dizer mais nãos”. “Esteja sozinha por um tempo, por favor”. “Fale menos”. “Respire mais”. “Deixe ir”.

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    Hora de parar

    Um tempo de sanidade (sim porque um ansioso crônico permanece em estado insano pelo menos 18 horas por dia) me fez ter condições de tomar decisões sobre aspectos da minha vida que também me davam prazer, assim como o cigarro, mas que também eram nocivos para mim. Estou deixando o cigarro e espero que para sempre. E quero deixar algumas lembranças tristes, atitudes depreciativas e uns tombos irem também. Vai ficar o que é bom. Que não polua meus pulmões, meu coração e minha vida.

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