questão de gênero

Sob um campo de ideias

Sandra Frietha

Poetisa. Louca por Rock'n Roll. Amante da escrita libertina. Que vezes se perde nesse emaranhado de letras, decifrando (como se fosse possível) frivolidades desse mundo belo e repleto de caos.

Made in Japan

"Fronteira sem lei, um lugar árido e pouco hospitaleiro. Onde os fracos nem sequer ousam sonhar. É o terreno sagrado de homens de verdade." Sob uma atmosfera densa, assim, inicia a inquieta narrativa, revelando peculiaridades, em algum lugar no espaço de um mundo esquecido.


g1.png

Já há algum tempo, ando sem ânimo pra sair e fazer o que gosto. Na falta de concentração até para ler um livro, logo vem a fobia e resta ficar em casa, esperando que o passageiro momento, me dê um argumento, um motivo que seja, para essa clausura desenfreada. É bom estar com pessoas, e com as queridas ... mais ainda. Já que de um lado, vezes ou outra somos vencidos pelo tédio, que nos arrasta sofá abaixo; em um clic, temos em nossas mãos, a possibilidade em se divertir com a sétima arte. Esta aí, uma boa dica: ocupar o tempo revendo filmes. Assistir a novos títulos. Por em dia a postergada lista dos filmes indicados pelos amigos.

Uma série me chamou a atenção e desde já, pestanejei em lamentos pela pouca quantidade de episódios produzidos (apenas treze). Um anime onde há os ingredientes que me fascinam numa história: um pouco de suspense, comédia, aventura, cenas calientes e a amizade. Falo da série televisiva "Gun Frontier" ou “Fronteira sem Lei” como foi traduzida por aqui. A história narra a vida e toda uma peripécia no western entre três forasteiro; Harlock, o pistoleiro. Tochiro, o samurai e a misteriosa Sinunora. A história foi subtraída para a telinha com base no manga de Akira Matsumoto, mais conhecido por Leiji Matsumoto, de 1972. Uma história na linha comédia - western - erótica. Conta a história da viagem de Tochiro e Harlock por "fronteira sem lei (Gun Frontier)" em busca dos habitantes da aldeia "Arroyo Samurai", que foram massacrados pela organização de Darkmeister.

gun2.jpg

Um dos pontos que incitou minha atenção e geralmente prende mesmo nos desenhos japoneses, além de todo seu senso de justiça, característico da luta do bem contra o mal, são as piadas em momentos cruciais na caracterização de personagens em maior parte, os mestres, tidos como “velhos sujos e tarados”.

Fãs do mestre Kame - Dragon Ball e do ”Sábio da Montanha do Sapo” do manga Naruto entenderão do que falo. Personagens divertidos que transformam alguns episódios em glória. Afinal, sorrir - quem não gosta?

Na série, três personagens nos traz, além os perigos e violência de uma distinta época, o prazer a benevolência dispensada à outro ser. Vivências em aventuras pela árida terra sem lei, tornam-se corriqueiras entre esses amigos, onde um ou todos os protagonista acabam na forca, mas por pouco tempo, claro - coisas do velho oeste. Adendos a parte... O apelo sexual do macho alfa se traduz como de praxe em cenas da nudez feminina. Não é raro entre uma cena e outra, ver a bela Sinunora nua em situações drásticas. Por tempo (in)determinado encontramos a série online. Um download nessas horas vai bem. Quanto aos traços do desenho (manga, quadrinho) o original, achei bem bacana. Leiji Matsumoto arrasa.

De cara, no texto, foi dado o brado de que a vida por vezes nos impõe o caminho de um ermita, porém, do que nos é importante e não cai em desuso, temos um ou dois sempre a mão - os amigos. Não sair de casa e ter uma boa dica em ficar entregue ao sofá, é um detalhe. O pó das maltrapilhas fitas vhs, aquelas que não nos servem, traz apenas o paradoxo do óbvio(...) Se deliciar num momento em que a vida nos pede um pouco de tempo (que assim seja, só por um mínimo traço) e aproveitar para contemplar a magnitude do ato - camaradagem, entre esses três amigos, como se vê nesta série. Faz bem partilhar.

gun.png


Sandra Frietha

Poetisa. Louca por Rock'n Roll. Amante da escrita libertina. Que vezes se perde nesse emaranhado de letras, decifrando (como se fosse possível) frivolidades desse mundo belo e repleto de caos..
Saiba como escrever na obvious.
version 2/s/cinema// @obvious, @obvioushp //Sandra Frietha