questão de gênero

Sob um campo de ideias

Sandra Frietha

Poetisa. Louca por Rock'n Roll. Amante da escrita libertina. Que vezes se perde nesse emaranhado de letras, decifrando (como se fosse possível) frivolidades desse mundo belo e repleto de caos.

Quem sou eu? O óbvio ululante

Seja para uma consulta ou direcionar a rota de fuga... ( ) A altura, o peso, a localidade, o status social, predileções politicas, nenhum desses ternos que com seus adjetivos e substantivos identificam, expressarão sua realidade se você de fato não souber quem é.


obvioo.jpg

“Meus dois pais me tratam muito bem (O que é que você tem que não fala com ninguém?) Meus dois pais me dão muito carinho (Então porque você se sente sempre tão sozinho?) Meus dois pais me compreendem totalmente (Como é que "cê" se sente, desabafa aqui com a gente!) Meus dois pais me dão apoio moral (Não dá pra ser legal, só pode ficar mal!)”

Esse é um trecho de uma canção dos anos 80, da banda Ultraje a Rigor. Tais questionamentos, chegada a adolescência e para aquele que na maturidade ainda não se achou, segue na mente num frenético repeat.

Alto piedade, comiseração infinda, que vezes consome e traz incomodo ao ser humano por não se ver peça encaixe de determinado espaço e lugar, ocorre deliberadamente pelo simples motivo de não se conhecer. Mera bobagem não houvessem tantas cobranças.

Dos iconoclastas que admiro, citarei alguns nomes dos visionários, tidos como loucos, que Independente ao credo, sabiam-se: Maurits Cornelis Escher, Win Wenders, Luis Buñuel, Salvador Dali, Moises, Noé e por ai vai... e outros de talvez menos renome, mas que escandalizou o mundo se dando bem pela contramão. Pessoas essas que apanhados de uma sanha a qual a vista de uma sociedade mecânica foram vistos como marginais pagãos, pelo simples fato de não enxergarem a invisível fronteira que breca os passos de quem preferiu ficar sentado em cima do muro, relendo as teorias do lendário personagem Humpty Dumpty (o homem ovo), que por um lado traz a reflexão do equilibro emocional, mas por outro, traz um infortúnio que limita ao poder de ação.

Quem sou eu? Pergunta simples seria essa se olharmos apenas o ponto de vista desse emaranhado de informações ao qual fomos ou somos formados. Ícones que a vista alheia instiga-nos a nos moldar. Diz-se vulgarmente desses: “a massa”. Mas quem somos nós, ou quem sou eu nesse turbilhão de gente?

Questões relativas, que subjetivam a loucura estagnada por trás de um amarelo sorriso deixado pelo último café ingerido na busca por algum sentido.

Embora toda a retórica aleatória, que superlotam congressos e sob o efeito oposto em suas bookstores deixam poeira nas prateleiras, essa é uma questão que incomoda - Saber-se, impede a ingestão de toneladas de alucinógenos antidepressivos.

Errar, quem não? Porém, ao menor argumento que dilaceraria a calma (pois não é digno ao homem que não nega a labuta, que prostrado no chão permaneça). Tal qual Fênix ciente do diferencial de sua natureza, escandalosamente renasça em meio a essa estranheza.

Seja para uma consulta ou direcionar a rota de fuga... ( ) A altura, o peso, a localidade, o status social, predileções politicas, nenhum desses ternos que com seus adjetivos e substantivos identificam, expressarão sua realidade se você de fato não souber quem é.

Vários apontar de dedos se encontra nesse caminho estreito, porém se alicerçar é preciso. Dar vazão a covardia alheia, jamais! E, é bem nesse ponto que quero chegar. Saber o que se é, traz a mente o esquecimento das cobranças mesquinhas dessa rotina que escraviza. Saber-se e estar em si, te impulsiona a concretizar o que se diz em más línguas ser complexo surrealista.

Mantenha-se calmo e prossiga. A vida é uma só para se desperdiçar dando crédito à falácia de quem não chegou lá. O óbvio que ulula... Você é, aquilo para que veio fazer. Pronto, Falei!


Sandra Frietha

Poetisa. Louca por Rock'n Roll. Amante da escrita libertina. Que vezes se perde nesse emaranhado de letras, decifrando (como se fosse possível) frivolidades desse mundo belo e repleto de caos..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/sociedade// @obvious, @obvioushp //Sandra Frietha
Site Meter