questão de gênero

Sob um campo de ideias

Sandra Frietha

Poetisa. Louca por Rock'n Roll. Amante da escrita libertina. Que vezes se perde nesse emaranhado de letras, decifrando (como se fosse possível) frivolidades desse mundo belo e repleto de caos.

Cold Case – as pessoas não deviam ser esquecidas

De cara com cada um dos desfechos somos surpreendidos com uma trilha que marcou a época do crime, e para quem acompanhou a série ou, se sentiu instigado, digo; a nossa vida.


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Cold Case ficou conhecida no Brasil como Arquivo Morto. Foi uma série dramática americana sobre uma divisão policial especializada em investigar crimes ocorridos em outras épocas, até então não elucidados. A série decorre na cidade de Filadélfia, Pensilvânia. Estreou em setembro de 2003, na CBS e foi uma das séries mais vistas ao estrear naquele ano.

No Brasil, o SBT exibiu a série de forma descontínua, de acordo com o interesse da emissora em completar eventuais lacunas na sua grade de programação. Entre 28 de setembro de 2003 a 2 de maio de 2010, foram editadas em 7 temporadas, 156 episódios para o deleite dos aficionados a séries cunho o tema é investigativo. A série "Cold Case" tem como personagem principal a detetive Lilly Rush. Os acontecimentos ocorrem entre os anos 1950 e 2005.

Ao final de cada episódio, o que poderia ser definido como o espírito da vítima surge para Lilly e eventualmente para um ou outro investigador e ainda para os familiares, parentes, amigos da própria vítima ou mesmo para o seu algoz, como um artifício lúdico para encerrar o ciclo aberto a partir da nova investigação de cada caso

De cara com cada um dos desfechos somos surpreendidos com uma trilha que marcou a época do crime, e para quem acompanhou a série ou, se sentiu instigado, digo; a nossa vida.

Como me achou? Sou detetive!

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O que não é da terra, tremula e expele! Embora seres imperfeitos, uma coisa é certa: tudo aquilo que não seguiu o fluxo natural. Um passado não resolvido, nos rodeia e faz cobranças diárias.

A dor da perda - Vá lá! A vida nem sempre é como queremos, mas ser interrompida, em um momento em que acreditamos naquele boom, que algo poderia de fato dar certo, mudar, é pura covardia. E sempre quando ela nos é tirada, os motivos são sempre os mesmos – torpe. O ser humano não carrega a capacidade para driblar sua pequinês. Ira, Inveja, descritos entre os pecados capitais. Psicopatias de grau variados e inalteráveis afins, faz parte do cardápio dos desalmados.

Quem ficou - Para os que ficam, resta apenas o lamento. A dor daquilo que não mais será. Um vazio atordoante, gosto fel, que inquieta e tira a paz e o sentimento de vingança, afinal, somos mortais.

Quem cometeu o ato - Loucos, que dependendo do grau de sua deficiência, sentem prazer e almejam uma nova vida atacar, ou diz-se apenas frieza, vácuo da existência de sentimentos, porém, nem sempre, as vezes mero desespero de momento que confabulam para o ato criminoso.

A satisfação do dever cumprido - Uma hora você poderá ser tocado, se viveu, presenciou tal atrocidade e irá se manifestar e cutucar o que dorme sem paz. Dai, anjos (detetives) sem o sabê-lo, em meio a poeira, reviram indícios, tocam em feridas e faz do tempo que contabilizou o desespero de quem ficou, pleno em ver seus algozes receberem o que lhe são devido.

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Cold Case, é uma série extremamente emocionante. Onde passado e presente se abraçam numa nova dança. Se você é um adorador de música, mistério envolvendo casos policiais... Corre! Pega a pipoca e mergulhe nesse universo que sem opção retrata a o que somos e nossa história.

Findo esse texto deixando a trilha final de um dos episódios que mais emocionou essa espectadora que vos escreve.


Sandra Frietha

Poetisa. Louca por Rock'n Roll. Amante da escrita libertina. Que vezes se perde nesse emaranhado de letras, decifrando (como se fosse possível) frivolidades desse mundo belo e repleto de caos..
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