questão de ser coaching

Terapia e coaching para mulheres e relacionamentos

Carol Daimond

Carol Daimond, escritora, coach de mulheres e relacionamentos e terapeuta reikiana. Fundadora do www.questaodesersite.wordpress.com e do programa de coaching online Abra(ce) ao amor, em parceria com Dani Bizão. Escreve sobre a vida e sobre o amor, e assim sobra amor!

5 Insights com P.S. Eu te amo

Essa é a história de um casal que tem o amor interrompido pelo inevitável. Um filme marcante, forte e cheio de imaginação, P.S. Eu te amo, traz em seu contexto a história de amor que vai além da vida, entre Gerry e Holly, um marido apaixonado, uma esposa apaixonada mas supostamente infeliz, duas histórias que se tornam uma e que resiste a morte quando Gerry programa o envio de cartas para Holly com a intenção de fazê-la dar continuidade a vida, após sua partida.


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P.S. Eu te amo, é um filme que causa grande impacto nas emoções, mas pode ser marcado também pelo sinônimo de egoísmo e apego que vivemos hoje em dia. O apego de Gerry em querer manter-se vivo após sua partida e o egoísmo de Holly em pensar que sua dor é maior do que qualquer outra sob a face da terra. Este filme é um causador de insights sobre a nossa relação com a vida.

5 insights de P.S. Eu te amo:

1. O presente é sempre o que a gente tem: Vivemos em busca da felicidade sem perceber que, os momentos presentes, o tempo inteiro estão nos dando um presente, o presente de viver e estar no lugar certo, na hora certa com a pessoa certa. Queremos sempre o amanhã com algo novo e não saboreamos o que agora nos satisfaz. Quando Holly, no início do filme começa uma briga sobre a espera do seu futuro começar, fica claro que a personagem não vive o momento e não valoriza suas conquistas de agora.

2. O apego me faz infeliz, mas ainda assim quero conviver com ele: Então Gerry faz a sua passagem e essa parte o filme não mostra, mas mostra suas cartas que começam a chegar, ajudando Holly a se libertar da sua dolorida ausência. Com a melhor das intenções Gerry deixa cartas ilustrando um passo-a-passo para sua esposa voltar a vida após sua morte, ele a leva para sair, comemorar, viajar e ele deixa nossos olhos cheios de lágrimas e o coração apegado ao que deveria ser obvio, em algum momento todos nós iremos partir desta vida. Mesmo sabendo que ele não voltará em forma física, ela se apega as cartas que chegam de formas inesperadas, ilustrando sua presença, mesmo ausente.

3. Todos serão infelizes enquanto eu permanecer assim: Ela se converte a dor de uma forma que apenas os seus sentimentos são sentidos. Ninguém está permitido a ser feliz e aqui o apego mais uma vez se faz presente em conjunto com o egoísmo. Se apegar a sua dor, de certa forma lhe devolve o que sobrou, viver aquela dor mantém vivo tudo que já não existe, por isso ela gosta dessa zona de conforto que criou. Cartas do ‘além’, reviver momentos pela infelicidade, tristeza... Então quando suas amigas resolvem tocar adiante suas vidas e isso coincide com uma das últimas cartas, Holly se sente traída e não suporta a felicidade das amigas, simplesmente porque sua dor tem que ser maior que tudo.

4. Reconhecimento como entrega e cura: Então, depois de mais um longo período de ‘ermitã’ enclausurada em sua dor, ela se redescobre profissionalmente através de um sinal que há tanto tempo esperava receber. Sem falar com as melhores amigas por um bom tempo ela se retrata e admite que a felicidade delas era insuportável para o seu sofrimento. Ela se encontra, depois do longo período tenebroso, no seu tempo, e consegue entender que se desconectou da vida porque precisava sentir sua dor, nada mais iria fazer sentido se emendasse seus sentimentos de fracasso, derrota e tristeza se ela não se permitisse vivenciar suas emoções. Assim, reconhecendo sua dor, ela se entrega em amor aos seus momentos e se sente preparada e curada para viver um novo momento, ela está enfim, refeita.

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5. Recomeços que transformam a vida: Então, depois de tudo Holly faz uma viagem com a mãe, levando-a para conhecer o lugar em que ela se apaixonou pelo seu grande amor. Refeita, após sua dor, ela encontra um amigo de Gerry que conheceu em sua última viagem após receber a última carta. E assim, o filme mais lindo de todos os tempos encerra sua história deixando a mensagem implícita que: de recomeços é que a vida é feita.

P.S. Eu te amo, é um dos filmes que mexem com nossos sentimentos e deixam registros emocionais fortes. Ele faz pensar no quanto a vida é feita para ser vivida e que os momentos, dentro da sua efemeridade, vão embora, o importante é que temos o agora para viver exatamente cada milímetro de tempo dedicando amor a cada fase da nossa existência. No efêmero, está o segredo de toda a felicidade que buscamos. Aprenda as lições de amor pelo caminho, não espere romper em “nunca mais” para que as lições sejam efetivamente colocadas em prática. Coloque amor em sua vida e nos relacionamentos, deixe a felicidade sobressair, a sua ou a de quem estiver por perto de você. Permita que a vida continue a acontecer, porque ela vai, com ou sem a sua vontade, então participe da vida que está a sua frente!


Carol Daimond

Carol Daimond, escritora, coach de mulheres e relacionamentos e terapeuta reikiana. Fundadora do www.questaodesersite.wordpress.com e do programa de coaching online Abra(ce) ao amor, em parceria com Dani Bizão. Escreve sobre a vida e sobre o amor, e assim sobra amor!.
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