recanto dos ventos indomados

Oferecendo um gole de leveza

Mariana Rosa

Num estado perpétuo de inspiração para ler, dançar, amar, e por em prática todos os verbos que regem o mundo.

O feminismo nunca estará na moda, e nunca sairá dela

Não sofremos por sermos mulheres. Sofremos por levarmos junto a essa identificação de gênero tantas outras definições que na verdade não nos define, apenas nos enclausura no perfil que a história nos sujeitou


tumblr_nm8narFjsJ1uoz1bmo1_500.jpg O nosso querer liberdade é anteriorizado e barrado pelo nosso próprio pensamento e sistema. Precisamos entender sobre nossa própria liberdade. O feminismo, assunto que, surgido e precisado nos séculos passados, e repassado até hoje, transporá pelos nossos dias, até conceber à humanidade a equidade.

A vitimização que esperam de nós, e a diferença que impõe a mulheres e homens sucumbe a fazermos essa segregação, que trazem resultados opressores, porque tudo que é definido, é enclausurado, e nessa colocação estática, somos limitados à nossa sexualidade e tipificação. Muitos imaginam que descobrir sua sexualidade é descobrir totalmente sua essência, e seu papel, estão muito enganados.

Não podemos ser tipificados. Pensam : " Sou mulher" ou "Sou homem","Agora, sei tudo sobre mim". Isso é a parcela mínima. Nosso cerne não é apenas um. Somos vastos, complexos, cheios de outras ficções e realidades. Nosso gênero não nos basta.

Lutar, viver, respirar o feminismo é estar ao lado da revolução, estar do lado contrário à alienação, e ao ultrapassado que tanto nos ultrajou. Essa escuta à diferença, é um legado que tantas outras mulheres batalharam e concederam a nós, a oportunidade de nos autodeclararmos livres. Temos que ter em mente que vivemos como vivemos por causa de milhares de antepassadas que mesmo impostas ao mundo do "patriarcado", defenderam e protagonizaram um pouco de sua própria singularidade.

Quando a liberdade sai do abstrato, ou daquela ideia longínqua e modelada, e se encontra no protagonismo (não se singularizando apenas nessa definição) ela se perpetua no sentido de se empoderar do seu próprio "eu".

O feminismo nunca estará na moda, e nunca sairá dela. A transformação nunca foi do feitio da sociedade, e aqueles que buscam a mudança também nunca se cansarão de seus propósitos.

E muitos se doem com o abismo na estrutura social e cultural que o feminismo causa, tentam definir, e denotar quais seus tipos, qualificando-os como plausíveis ou imorais, mas esse controle é lhe roubar a essência. É engaiolar seu fundamento. Não precisamos nos encaixar em um perfil, ou ter sofrido, podemos sim tomar as dores alheias, ou não, podemos simplesmente lutar por nós mesmas.

Podermos nos fazer uso da citação de Sartre: " Ser a causa de si próprio, poder dizer: sou porque quero(...)".

Somos mulheres, com diferenças biológicas aos homens. Essencialmente iguais, mas criados diferentemente. Nossa identidade foi criada por eles, redigidas por eles, persistem em nos obrigar a vestir a máscara que nos foi dada ao nascermos.

Vivemos sim em uma época de grande independência das mulheres, mas não em todos os setores, e nem muitas vezes dentro de nós mesmas . Antecipadamente temos de pedir autorização para nossa emancipação, um consentimento que subjetivamente pedimos à sociedade, que esperam de nós apenas que cumpramos nosso " papel de mulher". Foi definido a função de cada gênero , mas não temos posições distintas na sociedade.

Nunca será apenas sobre o feminismo, sobre liberdade, ou as tentativas de sobrepujar as diferenças, é uma busca humana acima de tudo, que engloba a todos, e nos coloca em uma busca, e em atos que dão início a uma nova existência.


Mariana Rosa

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