reflexão uma aventura na mente.

Escrever é a arte de expressar o pensamento.

Jessie Alves

Graduanda em Arquitetura e Urbanismo. Desenhista Projetista. Artesã, costureira de vez em quando. Apaixonada por tudo que alimenta a alma, pela espiritualidade, artes, viagens(viveria com isso), musica, natureza, livros, cultura e cinema. Por boas conversas, bons amigos, um bom café, uhmmmm, e chocolate com certeza. Com a alma colorida como tecido peruano, solta como uma nômade, e sonhos maiores que eu, mas sempre com pés no chão. Com um coração tatuado de esperança, desenhada por experiências e momentos. Que contos e poesias, amores e alegrias sejam feitos antes do ponto final.

A relação estética em meio a produção arquitetônica e o relativo da beleza passageira

O ambiente é uma extensão do ser humano na sua forma de habitar, trabalhar, conviver e viver. Elaborar e projetar forma, conceituar locais e elementos traz à vista uma identidade necessária e eficaz no seu propósito. Mas, a que quantidade se tem colocado o estético nesses momentos tão efêmeros, mas de alternâncias cíclicas?


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Estética é estudo que determina o caráter da beleza nas produções naturais e artísticas. É a filosofia das belas artes, e harmonia das formas e coloridos(ou não). O entendimento de conceitos estéticos presentes na produção do mesmo, ajuda a elaborar e a compreender melhor a arquitetura e a cultura de uma maneira geral. A discussão é decisiva nos processos de escolha e de quando certas considerações especificas devem ser observadas, como a relação beleza e funcionalidade.

É tempo de repensar sobre os locais de convívio do homem em função de valores sociais e culturais, necessidades e hábitos específicos. Uma grande parte das grandes personalidades passadas, defendem a ideia de que a humanização do design tem de ser a missão fundamental da Arquitetura no século XXI. Sob esta ótica, não totalmente estética, pessoa e os ambientes são um e não podem ser pensados separadamente. Tem de se pensar no social além do físico. Os projetos arquitetônicos e de design de interiores precisam levar em consideração a vida humana sim. Estes projetos devem propor simultaneamente noções de funcionalidade, estética e é claro conforto.

A estética contemporânea ou pós-moderna vem tentando misturar; ao mesmo tempo que cultiva a ambiguidade a indefinição, as mais diversas formas visuais. Busca-se ampliar ao máximo as suas possibilidades conotativas, e procura a participação ativa do espectador de interpretação, ao manifestar visualidades passageiras e descartáveis.

mbn_andre_wideweb__470x2940.jpg Percebe-se ao mesmo tempo, no imaginário visual do pós-moderno, que a divisão entre cultura de elite e cultura popular, não tem mais sentido, uma vez que a obra hibrida é combinatória e desconstrucionista, alimentada pelo imaginário (Bauman, O mal estar da pós modernidade - 1998).

A partir daí podemos “brincar” com a estética e a criação de novos parâmetros visuais dentro de um contexto, cultura ou relações. Definir uma identidade estética definida pela história, e aplicada com funcionalidade. Se o homem do contemporâneo tudo aceita em nome desta mestiçagem de estilos podemos dizer que o lógico está cada vez mais unido ao sentimento, às crenças, às percepções, às emoções de um imaginário cultural que nos rege, recriando antigos rituais. Mas a estética e a arte já não é mais objeto ou local, hoje tudo e todos pode tornar-se arte, estético e em destaque.

4799cde441-650x250.jpg Kant já dizia que na representação sensível das coisas fora de mim, a qualidade do espaço no qual nós as instituímos, é aquilo que é simplesmente subjetivo (...) o espaço é uma parte do conhecimento das coisas como fenômeno. A sensação externa, assim, exprime precisamente o que é subjetivo; a sensação é também utilizada para o conhecimento dos objetos fora de nós (Kant, 1995, p. 33).

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Neste mundo complexo e pleno de velocidade, de espetáculos espetaculizações, de novas tecnologias, em que o imaginário humano volta-se para novas culturas de massa, como a televisão, as imagens do cinema repletas de efeitos especiais, isto tudo se reflete também na estética interior interferindo e, por vezes, confundindo nossas percepções de uma macro estética, transformando-a e tornando-a parte do nosso cotidiano social e cultural. Entretanto, há a necessidade de uma compreensão maior deste momento contemporâneo, no sentido de valorizarmos o tecnicismo e o sensível estético para pensarmos simultaneamente tanto o prazer de beleza quanto o produto cultural.

relativismo.jpg Mais que uma simples opção estilística, essas novas tendências mostram que o sujeito pós-moderno é instável, contraditório, flexível, assim como suas representações, e que a nova visualidade das imagens que representam é tão complexa quanto sua própria subjetividade. Para Kant, a beleza não se configurava apenas na simetria, nas proporções harmônicas. Deste modo procuremos levar a arte e estética de modo relativo, já que não mais existe um padrão, mas também ter um caráter, um sentido e um espaço e não entrar muito nesse mundo de relatividade onde parâmetros se perdem a cada momento.

A beleza é a resposta posterior do acontecer e resolver os problemas existentes.


Jessie Alves

Graduanda em Arquitetura e Urbanismo. Desenhista Projetista. Artesã, costureira de vez em quando. Apaixonada por tudo que alimenta a alma, pela espiritualidade, artes, viagens(viveria com isso), musica, natureza, livros, cultura e cinema. Por boas conversas, bons amigos, um bom café, uhmmmm, e chocolate com certeza. Com a alma colorida como tecido peruano, solta como uma nômade, e sonhos maiores que eu, mas sempre com pés no chão. Com um coração tatuado de esperança, desenhada por experiências e momentos. Que contos e poesias, amores e alegrias sejam feitos antes do ponto final..
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