Monique Cougo Rodrigues

Reflexiva, amante de literatura, fotografia, filosofia e artes em geral. Vejo poesia nos detalhes, questiono até o que é mais simples e valorizo além do que é apenas essencial

Paixão e ambição: A queda de Anakin Skywalker

Anakin queria mais... Ele era jovem, mas sabia de seu potencial, conhecia seus próprios talentos. Frustrava-se seguidamente com a pouca valorização que recebia dos Jedi. Ele podia conquistar o que quisesse, porém sentia-se atado.


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Anakin Skywalker desde criança demonstrava um talento anormal. A única explicação para tamanha inteligência e ousadia era de que a força estava com ele, como bem observara Qui-Gon Jinn. Filho de uma escrava, o menino encontrou sua liberdade ao buscar se tornar um Jedi, algo que de fato era seu sonho.

Seu Mestre Obi-Wan Kenobi, no entanto, tinha algumas dificuldades com ele, pois Anakin tinha uma mania de quebrar regras e um certo exibicionismo. A primeira regra quebrada foi cometer assassinato, algo que os prudentes Jedi não poderiam fazer, a não ser em caso de defesa pessoal. Anakin matou para vingar a morte de sua mãe, situação essa que o marcou, trazendo ódio e, posteriormente, culpa.

Outra regra que Anakin quebrou foi ter se casado secretamente com Padmé. Cavaleiros Jedi simplesmente não podem se casar, porém Anakin deixou-se levar por seus sentimentos, atitude essa totalmente proveniente do lado sombrio. Os Jedi são conhecidos por usarem a racionalidade e os Sith, pelo contrário, deixam-se levar por suas emoções.

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Como um Jedi, ele tornou-se respeitado, porém era comum que seus companheiros, e até mesmo inimigos, notassem sua raiva interna e um pouco de arrogância em suas atitudes. Anakin era um jovem notável, porém orgulhoso.

Padmé logo anunciou sua gravidez e, desde então, Anakin passou a ter pesadelos com a morte dela. A partir daí, ele se viu tomado de medo. Percebendo esse sentimento, Mestre Yoda o aconselhou: “O medo é o caminho para o lado sombrio. Treine a si mesmo a deixar partir tudo que teme perder.”

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Logo viu-se valorizado pelo Supremo Chanceler, o qual pediu que Ani o representasse no Conselho Jedi. Sonhava com mais participações ativas entre os Jedi, porém esses o rejeitaram como Mestre por não concordarem com sua rebeldia natural e seus questionamentos. A desculpa utilizada foi de que Anakin era muito jovem. Um novo sentimento se apossou dele: A frustração.

Ani sentiu-se confuso: Amava sua esposa e jamais aceitaria perdê-la. Além de ser rejeitado como Mestre pelos Jedi, foi-lhe solicitado que espionasse o chanceler Palpatine, algo que ele considerou como um “trabalho sujo” e indigno, pois o Conselho deveria ser correto em tudo e nesse momento estava indo contra o próprio código Jedi. Aliás, eles o refutavam por sua personalidade ousada e ao mesmo tempo buscaram se aproveitar disso quando foi necessário.

Obi-Wan tentou defendê-lo, lembrando que ele era “o Escolhido”, aquele que destruiria os Sith. Ao ouvir isso, Mestre Yoda apenas disse que a profecia pode ter sido mal interpretada.

Seduzido pelas palavras de Palpatine, Anakin começou a pensar que o lado sombrio da força poderia impedir Padmé de morrer. Ele sempre sonhara em se tornar um Jedi para libertar os escravos, porém agora se via escravo de seu próprio medo e de sua própria curiosidade.

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Anakin queria mais... Ele era jovem, mas sabia de seu potencial, conhecia seus próprios talentos. Frustrava-se seguidamente com a pouca valorização que recebia dos Jedi. Ele podia conquistar o que quisesse, porém sentia-se atado.

Palpatine o instigava constantemente: “Eu sinto seu ódio. Ele te dá foco e mais poder”.

Sendo leal à sua posição, Anakin relata ao Mestre Windu que Palpatine é um Lord Sith e, mesmo assim, é cortado da missão. Fez o que era certo, mas a ideia de Palpatine morrendo significava perder Padmé para sempre. Assim, ele desobedeceu o Mestre Windu e foi até o gabinete do Supremo Chanceler a fim de impedir a morte de Darth Sidious. Foi nesse momento que ele fez sua escolha. Windu iria matar Sidious e Anakin pediu que não, argumentando que o correto seria um julgamento. O Mestre não o ouviu e assim, Anakin o atacou, auxiliando Sidious a matá-lo. Tudo em nome de seu amor por Padmé, um sentimento que era sua maior fraqueza.

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“A força é intensa em você... Um Sith poderoso você se tornará. Agora você será chamado Darth Vader”. (Darth Sidious para Anakin)

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Logo, Anakin dedicou-se a destruir os Jedi. Para ele, o bem tornou-se algo relativo. “Uma vez mais os Sith governarão a galáxia e nós teremos paz”. (Darth Sidious)

Por fim, Anakin perdeu Padmé e seu melhor amigo, Obi-Wan. Perdeu seus braços, suas pernas, sua beleza e adquiriu um grande problema até mesmo para respirar. Tudo isso, no entanto, serviu para aumentar seu ódio, o que lhe trouxe cada vez mais poder. Suas aspirações e ambições o afogaram, pois junto com o grande poder veio o sabor amargo da solidão.

Darth Vader, sua versão enfurecida e robótica, tomou conta de sua personalidade e já não importava mais se os Jedi o valorizaram ou não, pois agora ele domina a galáxia. Seu talento e capacidade são usados para o lado sombrio e nenhum dos Sith estava preocupado se ele era “jovem demais” para toda essa responsabilidade. No entanto, seu maior companheiro não era Darth Sidious, mas seu próprio sofrimento.

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“Você está me pedindo para ser racional. Isso é algo que eu não posso fazer.” (Anakin Skywalker)


Monique Cougo Rodrigues

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