reflexões de um cronista

Sentimentalismos, opiniões e reflexões de um jovem que vive numa sociedade desumana e acrítica.

Matheus Dantas

Pernambucano, acadêmico de jornalismo, blogueiro e eterno aprendiz na complexa escola da vida

Entre idas e vindas, valorize as pessoas que sempre ficam

"As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem." - Lilian Tonet.


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Mudança, talvez seja essa a palavra que melhor se encaixe como sinônimo de viver. Se pararmos para pensar, tudo está em constante transformação: As nossas metas, antes intocáveis, mudam de acordo com os acontecimentos; a experiência acumulada nos faz ter um novo olhar sobre a realidade que nos cerca, as prioridades são moldadas de acordo com o rumo que decidimos tomar e os relacionamentos costumam passar por modificações.

São muitas as pessoas que cruzam nosso caminho. Algumas são verdadeiras tempestades de verão: aparecem, bagunçam tudo e vão embora, sem ao menos se despedirem. Há também, aquelas que assim como professores, nos proporcionam ensinamentos valiosos, seja no amor, na carreira profissional ou em outras importantes esferas da vida, mas que por um capricho do destino, seguem uma rota divergente da nossa. Por fim, há as que surgem quando menos esperamos, nos marcam pelas suas atitudes, palavras ou simplesmente pela personalidade e se eternizam na nossa história de uma forma única, singular.

Mas nada é estático: a água de um rio flui, as folhas das árvores se renovam a cada primavera, os dias por mais próximos que estejam no calendário, diferem, e nem todos que nos marcam de alguma maneira permanecem ao nosso lado. Pense em quantos indivíduos você um dia julgou como fundamentais para a sua vida, e que hoje não mantém mais contato ou sequer sabe o paradeiro.

A medida que a vivência nos aproxima de algumas pessoas, sorrateiramente nos afasta de outras, seja pela cansativa rotina, pelas inúmeras responsabilidades com as quais temos que arcar ou pelo tempo, que nunca parece ser o bastante para conciliar emprego, família, vida social e lazer. Quando conseguimos perceber que tal situação está acontecendo, já existe um abismo.

A distância, ao contrário do que dizem, não interfere crucialmente. A ausência não se resume apenas ao físico, é algo muito mais amplo e subjetivo que isso. Há pessoas que moram conosco, dividem a mesma mesa no café da manhã e nas outras duas refeições do dia, mas que não passam de coadjuvantes na nossa existência. Em contrapartida, existem os indivíduos que estão a quilômetros de distância, que moram em outras cidades, ou até em outros países, mas que fazem questão de mostrar que não esquecem de nós, fazendo ligações, mandando um simples "bom dia" no aplicativo de mensagens e deixando sempre claro que não importa a distância física, quando se tem presença espiritual.

Fazendo uma simples analogia, é como se a vida fosse uma enorme estrada, na qual só estamos de passagem: Em determinados trechos da mesma, outras pessoas se juntam a nós, porém chega em um determinado ponto em que cada um segue o seu destino. Mas nem todos se separam da gente. Há os que compartilham do mesmo ponto final que o nosso, e por mais que o trajeto esteja mal sinalizado, esburacado ou escuro, são justamente esses que estarão ao nosso lado, nos acompanhando e dando todo o suporte necessário durante esta longa viagem. Valorize-as, acredite, são raras.


Matheus Dantas

Pernambucano, acadêmico de jornalismo, blogueiro e eterno aprendiz na complexa escola da vida.
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