reforma íntima

Autotransformação com leveza e esperança

Ana Cristina Sampaio

A educação dos sentimentos é a maior transformação que podemos almejar. O esforço pessoal nesta jornada é menos penoso se nos cercamos de boas leituras e amizades. Compartilho com vocês minhas reflexões para juntos plantarmos consciência.

Você tem vergonha de que?

Tem quem se envergonhe tanto de ser quem é que vive a fingir ser outra pessoa. Há quem minta e interprete personagens para esconder as vergonhas que tem de si próprio. A vergonha corrói tanto a autoestima que é impossível conviver com si próprio, um ser com tantas imperfeições, defeitos e falta de graça.


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Você tem vergonha de que? De não ter estudado o suficiente? De ser mais pobre que seus colegas? De ter um carro velho? De morar no subúrbio? De não conhecer a Disney?

Ou você tem vergonha de alguma parte do seu corpo? De uma deficiência? De ser muito gordo ou muito magro? De ter nariz torto ou adunco?

Talvez você tenha vergonha de ser solteiro ou solteira aos 40 anos, de ter tido poucos amores, de estar só em casa no sábado à noite.

Sua vergonha pode ser não saber nadar ou andar de bicicleta. Você tem vergonha de não falar inglês?

Você pode ter vergonha da sua preguiça, da falta de disciplina, da pouca força de vontade.

Ou ter vergonha de ainda morar com os pais, de depender financeiramente, de não ter perspectiva.

Há quem morra de vergonha dos filhos mal educados, da família barraqueira, da casa bagunçada.

Muitos se envergonham da orientação sexual, dos preconceitos camuflados. Vergonha de ter sido traído e não ter tido coragem de cair fora. Vergonha de ter roubado, passado a perna em alguém, de ter sido antiético.

Quantos não sentem vergonha das escolhas de vida que deram errado? Sem perceber que erros geram aprendizados, não destinos de eterno arrependimento.

Enfim, tem quem se envergonhe tanto de ser quem é que vive a fingir ser outra pessoa. Há quem minta e interprete personagens para esconder as vergonhas que tem de si próprio.

É tão comum ser quem não se é, vestindo a máscara do ser superior que se almeja, que as pessoas vivem um verdadeiro teatro sem perceber.

A vergonha corrói tanto a autoestima que é impossível conviver com si próprio, um ser com tantas imperfeições, defeitos e falta de graça.

A vergonha é um sentimento de não aceitação que paralisa a possibilidade de mudança. Quando temos vergonha, queremos esconder, camuflar, fingir, aparentar. A mudança do que nos incomoda só é possível quando aceitamos profundamente o ser imperfeito e cheio de erros que somos.

A vergonha dará lugar então à aceitação e ao trabalho de superação das imperfeições e das escolhas mal feitas. Por isso, nada mais verdadeiro do que a frase: "Você perde a vergonha quando se consolida".


Ana Cristina Sampaio

A educação dos sentimentos é a maior transformação que podemos almejar. O esforço pessoal nesta jornada é menos penoso se nos cercamos de boas leituras e amizades. Compartilho com vocês minhas reflexões para juntos plantarmos consciência..
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