renato collyer

Um amante da Filosofia, que se aventura na incessante busca pelo (verdadeiro) motivo das coisas.

Renato Collyer

Professor nas áreas de Direito, Ética e Sociologia. Mestre em Direito. Pós-graduado em Filosofia, Ciência Política, Direito Público, Direito Ambiental e Gestão Ambiental. Graduado em Direito e Sociologia. Um amante da Filosofia e da arte do pensar que se aventura na incessante busca pelo (verdadeiro) motivo das coisas. Apaixonado por Jazz, Rock e quadrinhos. Contato: [email protected]

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    O animal político: nascemos para viver em sociedade?

    Aristóteles já esboçara no século IV a.C. o que, apenas no século XVII, Thomas Hobbes e, posteriormente Rousseau e John Locke, iriam chamar, cada um com vertentes próprias, de Contrato Social, afirmando que os indivíduos passam do estado de natureza à aglomeração com vistas a atender suas necessidades mais básicas, quais sejam, sobrevivência e estabilidade social. Diferente dos demais animais, o homem é dotado de razão e discurso, e através deles foi possível aos indivíduos desenvolver as noções de justo e injusto, de bem e mal. Essas noções não se desenvolveriam não fosse a alteridade conseguida somente dentro de uma comunidade política.

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    A montagem do espetáculo: a (re)construção da opinião pública pelo telejornalismo sensacionalista

    Um dos problemas do cenário do telejornalismo é que os telespectadores não são mais assim tratados, mas sim vistos como consumidores. Consumidores de um produto chamado notícia. Mas o que seria uma notícia? Uma pergunta aparentemente banal, quando se acredita que todas as notícias veiculadas pelos telejornais são a mais pura descrição da realidade, cabendo ao jornalismo apenas a sua inserção nos meios de comunicação, para que possa ser disseminada como informação para o público.

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    Viva o hoje: a ineficiência da preocupação na filosofia de Séneca

    Segundo o dicionário, preocupação é uma opinião antecipada, ou a primeira impressão que uma coisa fez no ânimo de alguém. Ainda pode representar uma ideia fixa e antecipada que perturba o espírito a ponto de produzir sofrimento moral. E quais os efeitos positivos da preocupação? Como a Filosofia de Séneca, um dos filósofos mais influentes de seu tempo, pode lhe ajudar a focar no presente e se preocupar menos com o futuro? O presente artigo analisa a visão do filósofo romano a respeito da ineficiência da preocupação excessiva.

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    City Pop: (re)descobrindo o excelente gênero musical japonês dos anos 80

    O City Pop representa uma feliz e madura mistura de Smooth Jazz, Synthwave e AOR, muitas vezes com elementos adicionais de Jazz Fusion, Jazz-Funk ou Boogie. Comumente citado como uma faceta da próspera “bolha econômica” japonesa, o City Pop representa, essencialmente, um gênero de estilo de vida, que fez apelo a um público japonês mais velho e financeiramente ascendente nas décadas de 1970 e 80. Tematicamente, o City Pop reflete uma vida de luxo em um ambiente sofisticado e urbano.

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    Stranger Things e a Filosofia: Vivemos no mundo invertido?

    O mundo invertido seria uma espécie de realidade oposta a que vivemos, um lugar habitado por um monstro sem olhos (chamado de Demogorgon), mas que é atraído por sangue e se alimenta de suas vítimas. Nessa singela análise filosófica de "Stranger Things", websérie de suspense criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer e grande sensação das redes sociais das últimas semanas, os pensamentos dos filósofos Platão e Thomas Hobbes são postos em diálogo para compreendermos, pelo menos em parte, a dimensão do mundo invertido numa perspectiva da práxis filosófica.

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    O Estado pode tudo? O fundamento da soberania do governante sob a ótica de Hobbes e Maquiavel

    Thomas Hobbes foi o primeiro filósofo a justificar o poder dos reis com uma base racional. Até então, o direito dos reis tinha origem divina. As teorias presentes na obra "O Leviatã" eliminam a hipótese do poder divino e promovem a separação entre poder divino e secular. Para que o contato social funcione é preciso que exista um governo absoluto, daí porque Hobbes vai em defesa do governante com poderes ilimitados. Mas até onde o Estado (ou melhor, o soberano) pode agir para garantir a continuidade do seu governo?

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    O efeito Sérgio Moro: Por que a ética nos surpreende tanto?

    Alvo dos holofotes da mídia, a "Operação Lava Jato", colocou o juiz paranaense Sérgio Moro nos principais jornais do Brasil. Mas antes disso, Moro conduziu diversas outras operações que culminaram na prisão de políticos do mais alto escalão do governo. Mas por que nos identificamos com ele? Por que suas atitudes nos surpreendem? Nossa intenção aqui não é discutir os atos processuais do juiz, mas explicitar a reação de algumas pessoas em relação ao combate que ele vem travando contra a corrupção dos políticos mais influentes do país.

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    Vale tudo pelo poder? A figura do político moderno sob a ótica de Maquiavel e a desconstrução do termo maquiavélico

    Na obra "O Príncipe", escrita em 1513 (e publicada postumamente, em 1532), Maquiavel dá conselhos aos governantes de como manter o poder absoluto, ainda que, para isso, tenham que fazer uso da força militar ou mesmo fazer alguns inimigos. Por causa das ideias defendidas no livro, a expressão “maquiavélico” foi associada a pessoas desleais e violentas, que fazem uso do poder, da força e manipulam as outras para obter o que desejam, não importando o que façam para atingir seus objetivos. Mas será que, para Maquiavel, vale tudo pelo poder? A ideia de que "os fins justificam os meios" realmente foi defendida por ele?

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    Consumismo: o grande trunfo que não nos contaram sobre o Capitalismo

    Será que nossos desejos nos manipulam, nos fazendo tomar determinadas decisões que não tomaríamos caso esse desejo não existisse? Será que o (aparente) inofensivo desejo de possuir algo condiciona nosso estilo de vida, os lugares que frequentamos e nosso circulo de relacionamentos? Vilão para muitos e salvador para outros, ao longo do tempo, o capitalismo se apresentou de diferentes formas, o que acarretou em profundas transformações no espaço geográfico das sociedades. Passando pelo capitalismo comercial, industrial e financeiro, estamos diante, desde os anos finais do século XX, do chamado "Capitalismo Cultural". Nossa intenção com este texto não é, de modo algum, esgotar a discussão sobre capitalismo, sociedade de consumo e indústria cultural, mas abri-la sob um enfoque diferente.

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    Darth Vader e a Filosofia: A concepção Hobbesiana de governo e o Império Galáctico como a figura do Leviatã

    Para o filósofo inglês Thomas Hobbes, a origem do Estado e a concentração de um poder absoluto e indivisível nas mãos de apenas um soberano se justifica na condição da guerra de todos contra todos no que ele chamou de "estado de natureza", uma condição em que a sociedade tal como conhecemos não existe e por isso os homens agem egoisticamente em busca de sobrevivência. Partindo desse axioma, o presente artigo faz uma análise das ideias de Hobbes combinadas com a premissa do surgimento do Império Galáctico, ao passo que analisa a figura do Leviatã, proposta pelo filósofo, dentro do contexto da série.

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    Contra a mais-valia: Por uma ética de valores e não de resultados

    O que percebemos atualmente na sociedade é um apego à ética de resultados e não de valores, em que o mais importante é o resultado que determinada atitude proporciona e não se tal atitude foi pautada levando-se em consideração os princípios da ética, principalmente a ética no trabalho e nas relações entre patrão e trabalhador, escola e aluno e entre os membros da coletividade.

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    O mundo antes de Karl Marx: Porque as obras do pensador são cada vez mais relevantes

    Mesmo que algumas pessoas considerem as ideias de Karl Marx impraticáveis, ou mesmo fora de contexto no atual cenário socioeconômico em que vivemos, entendo que elas nunca estiveram tão atuais como agora. Numa época em que o Capitalismo impera em sua fase mais agressiva, estudar as ideias de Marx nos faz capazes de enxergar o outro lado da moeda. Ainda que não sejamos defensores de seus pensamentos, devemos ter o interesse de ler e, pelo menos, tentar compreender suas concepções e análises sobre o Capitalismo e sobre seus efeitos na sociedade.

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    O efeito iPhone: Capitalismo cultural e mídia como inquisidores do processo de dominação ideológica

    Com a quarta fase do capitalismo, o “cultural”, estamos diante da imposição da ideologia de consumo, em que as grandes empresas não apenas divulgam um produto, mas o conceito de sua marca. Nesse sentido, você só é um esportista de verdade se faz uso de determinada marca de tênis ou só é uma pessoa aceita num determinado grupo de pessoas se usa determinada marca de telefone celular, como no caso do aparelho celular iPhone, da empresa Apple, febre entre os jovens de classe média, mas presente também no meio social de jovens de baixa renda, que desejam sustentar uma aparente condição financeira.

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    A Origem do Universo e a Filosofia: Uma breve análise da Cosmologia dos pré-socráticos

    O presente artigo pretende analisar, em linhas gerais, a Cosmologia, que surge como um ramo da Filosofia que procura explicar a composição do Universo, sua estrutura e evolução. Antes da natural evolução da Filosofia para um campo de conhecimento próprio, o filósofo era um indivíduo que pensava a respeito de muitas coisas, diferente do pensamento filosófico de hoje, que se concentra em estudar a própria Filosofia e não mais em ter um pensamento generalista.

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    Bob Esponja e a Filosofia: reflexões sobre relacionamentos, carreira e vida

    Qual a relação entre Bob Esponja e a Filosofia? Este artigo pretende analisar alguns aspectos importantes da trama da série que têm relação com a Filosofia e a arte de pensar. Bob Esponja, que, à primeira vista, não tem nada a nos ensinar, por se tratar de um personagem de uma série feita para o público infantil, pode nos ajudar a refletir sobre nossas atitudes. Através de um olhar mais demorado e polido (que é justamente a proposta da Filosofia) podemos notar que o nosso querido personagem amarelo é um filósofo nato (mesmo sem sequer se dar conta disso).