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amostra gratuita de uma identidade

Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo.
Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com

A revolução cultural que mudou o cenário do fashion design

Os anos 60 trouxeram muitas transformações que mexeram com o comportamento da juventude, entre elas, a maneira de se vestir e de como consumir. Transgressora e inovadora a moda eclodia das ruas.


Prenúncio do movimento hippie, o início da década de 60, começava com a geração beat, a discussão dos valores morais e o modo de consumo da sociedade. Contracultura passou a ser referência para a juventude. A palavra de ordem era transgredir, e se diferenciar era o objetivo. Para os jovens o visual e o estilo foram a maneira de se expressar. Não havia uma moda a ser seguida, quanto mais irreverente a maneira de se vestir melhor. O street style nasceu dali, dos movimentos que estavam surgindo e dos guetos que estavam se formando. Não havia mais uma única moda a ser seguida, a ditadura do “new look” foi quebrada, não existia mais a maneira correta de se vestir. A moda era não estar na moda, era ser diferente, chocar!

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Foi o início de um mercado inexistente até então, o da moda jovem. Aquele design de moda derivado de uma moda mais antiquada, dedicada aos mais velhos, tinha perdido o sentido.

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O legado mais importante da moda nascido nos 60’s foi, sem dúvida nenhuma, a minissaia. Atribuída à inglesa Mary Quant e também ao francês André Courrèges, a criação da minissaia foi mais do que de uma única pessoa ou estilista. Ela veio dos movimentos das ruas, foi inventada pelas garotas que queriam modernizar seus uniformes.

Também surgiu nesse momento de ebulição criativa, a moda unissex, que trouxe liberdade para o tradicional modo de vestir, igualdade entre homens e mulheres e conforto.

A década foi de grande importância para o mundo do fashion design. Grandes nomes nasceram naquele momento que democratizou a moda. Jovens estilistas começaram a aparecer. As boutiques, pequenas e charmosas, lançavam a moda do circuito alternativo dos jovens criadores e criativos. “Biba” era o nome da mais famosa boutique independente da época, que foi frequentada por famosos e anônimos. Era a tradução do swinging London, termo que representava a liberdade e a modernidade dos novos costumes e a agitação cultural que Londres vivia.

O final dos anos 60 ainda trouxe “Woodstock Music and Art Fair”, o festival de música mais famoso do século passado, que marcou toda uma geração.

Beatles, Jovem Guarda, Godard, Glauber Rocha, Andy Warhol, Mutantes, black power, pop art, women’s lib….Tantas foram as manifestações culturais que marcaram esta fase que até hoje ainda são lembradas e servem de referência para muitos artistas.

A moda também faz releituras que modernizam uma época que insiste em sair do passado. Nas coleções 2016, por exemplo, podem ser vistas muitas inspirações e tendências sessentinhas nas passarelas das grandes marcas.

vestidos-60-animale-post-2.jpg Animale

gucci.jpg Gucci

Pode ter quem ame ou quem odeie, mas não se pode contestar as mudanças ocorridas a partir de então, há de se respeitar.

Imagens: reprodução/internet


Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo. Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com.
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