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amostra gratuita de uma identidade

Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo.
Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com

imagine

O ano de 2015 vai entrar para a história mundial como o ano das trágicas imigrações ilegais com destino à Europa.


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Não quero aqui ser mais uma a escrever dissertações e argumentos contra esta barbárie. É do conhecimento geral que se trata de um assunto polêmico, no qual ambos os lados tem diferentes pontos de vista. É necessário estudar um pouco mais da história da colonização do mundo para se entender melhor o assunto e deixar o debate para os especialistas. Cada um que possa tirar as suas próprias conclusões.

Quero mostrar, neste texto, o lado humano do problema e expressar o sentimento que me abateu quando vi as imagens e as fotos, quando vi e li algumas das matérias que foram divulgadas durante as últimas semanas.

Fiquei assustada ao ver a que ponto o ser humano chega para sobreviver, ir em busca de uma vida melhor, realizar algum sonho. Pessoas escondidas em lugares inimagináveis, escalando muros enormes, correndo em bandos alucinadamente, navegando em barcos super lotados e sendo jogados ao mar.....Por que mesmo? Correndo o risco de morte, se aventurando, deixando toda uma vida pra trás. Vale a pena? Até que ponto?

Imagino que quando se deixa tudo e leva-se somente a si mesmo, muitas coisas morrem. Não no sentido material, mas na questão do intangível. Leva-se quase nada e ficam no passado lembranças, pessoas, afetos, sentimentos, sonhos, utopias, memórias....Questões que, provavelmente, nunca vão existir novamente na nova vida, passam a ser desnecessárias, acabam. Ou seja, uma parte de si morre, mesmo tendo sobrevivido a tanto horror. O que resta é tentar juntar o que sobrou e viver com as sobras, sobreviver...... resistir, suportar, padecer.

Por que se deixam ser tratados assim, com tamanho horror? Os animais recebem melhores tratamentos do que essas pessoas, não que os bichinhos não mereçam! Muito pelo contrário, todos merecem, merecemos, afinal somos todos um, todos seres humanos, da mesma raça, a raça humana.

Isso me fez lembrar “Imagine”, de John Lennon:

"Imagine não haver o paraíso, é fácil se você tentar nenhum inferno abaixo de nós, acima de nós, só o céu

Imagine todas as pessoas, vivendo o presente

Imagine que não houvesse nenhum país, não é difícil imaginar, nenhum motivo para matar ou morrer, e nem religião, também

Imagine todas as pessoas, vivendo a vida em paz

Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único, espero que um dia você junte-se a nós, e o mundo será como um só

Imagine que não ha posses, eu me pergunto se você pode, sem a necessidade de ganância ou fome, uma irmandade dos homens

Imagine todas as pessoas, partilhando todo o mundo"

(letra da música Imagine, John Lennon)

Parece que, infelizmente, estamos bem distantes disso tudo. Mas eu sou uma sonhadora, e você?

Imagens: Pixabay


Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo. Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com.
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