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amostra gratuita de uma identidade

Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo.
Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com

Quando vamos conseguir ser “slow”?

Que o mundo e o tempo estão andando rápido demais já estamos cansados de saber. Vivemos na era do fast; fast food ou fast fashion....Mas, aonde vamos parar e até quando vamos sobreviver neste ritmo?


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Não é de hoje que se fala em diminuir tudo, principalmente, o consumismo exagerado e frívolo. Não se trata de levantar bandeiras, mesmo porque é difícil viver sem as facilidades da indústria fast no mundo real e prático. Não dá pra ser absoluto. No entanto, já é crescente um movimento contrário: o slow. Tudo começou com o slow food, contrário ao fast food. A moda também se inspirou em seu conceito e criou o slow fashion, contrário ao fast fashion.

O slow fashion é uma cultura, que está ganhando cada vez mais espaço, e que é baseado numa moda sustentável, num design que não se pasteuriza facilmente, numa valorização maior do ser humano em relação ao tempo. É um movimento que incentiva a conscientização do consumo e a conexão com a sua forma de produção, valorizando assim a pluralidade da moda e o design local.

Hoje trabalhar na indústria da moda significa trabalhar com prazos curtíssimos e várias coleções anuais a serem lançadas. Executar uma produção em massa que oferece um baixo custo para um consumo desenfreado e descartável. Participar do processo de criação, produção, divulgação.....E o mais importante, o design diferenciado, aonde fica? Falta tempo para criar e inovar, grandes nomes da moda já reclamam a sua insatisfação quanto ao calendário exaustivo que a indústria da moda impõe.

Rever conceitos e ter outras opções é mais do que necessário. Não se muda assim todo o sistema da moda, o que se transforma é a consciência das pessoas, e só tempo pra mostrar o caminho a ser seguido.

Contestar um modo de produção que impera há muito tempo é difícil. Contudo o mais importante é repensar a maneira como nos comportamos, agimos e consumimos, qual o impacto isso vai refletir no nosso futuro? Mudar a imagem do mundo fashion como algo descartável, começa a partir de ações pequenas que pode gerar mudanças em toda a cadeia produtiva.

Incentivar o real designer de moda. Ter mais qualidade ao invés de quantidade e investir no clássico “menos é mais”, depende somente de cada um. Repensar no momento de consumir. Instala-se com atitudes diárias e doses mínimas de mudanças. Começa a partir de pequenos núcleos e pode influenciar e se estender ao macro.

Imagens: Pixabay


Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo. Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com.
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