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amostra gratuita de uma identidade

Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo.
Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com

A pior inimiga de uma mulher: ela mesma!

..."E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios. Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo." (texto de Clarice Lispector)


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Às vezes achamos que o mundo está contra nós e que o universo conspira contra. Ledo engano! Nosso maior inimigo somos nós mesmos. Vivemos um processo de autossabotagem que não conseguimos enxergar, seja no âmbito profissional, nas relações pessoais, no namoro ou casamento. É mais fácil e compreensível achar que a culpa é do outro. Muito pelo contrário, é a mais pura verdade o pensamento de que recebemos aquilo que damos.

Observando o universo feminino podemos concluir que a mulher é a mais clara forma de expressão deste fato. Muitos dizem que a mulher não é amiga de outra, que gostam de competir entre si, que se arrumam para causar cobiça em outra mulher... Pra mim isto não condiz com a realidade. A pior inimiga de uma mulher só pode ser ela mesma. Porque a vaidade encobre o que, na maioria das vezes, não queremos enxergar. Nossas limitações, erros ou falhas. Todos somos passíveis de imperfeições.

Aliás, a mania de perfeição só piora, ela não existe. Querer ser sempre perfeita atrapalha e imobiliza na maioria das vezes. É negar as qualidades de outras pessoas e entrar na ilusão de que só você mesma sabe de todas as coisas. Ficar em busca da sua melhor forma não ajuda se não olhar para o lado e aprender com uma visão mais ampla e generosa de mundo.

Só conseguimos vencer este obstáculo quando realmente nos despimos de todas as camadas que falsamente nos protegem. E passamos da falsa e cômoda sensação de segurança para a dura realidade de aprendermos a conviver conosco mesmo. Com toda a dor e a delícia de ser o que se é. Por isso não acredite que alguém quer ver você sucumbir. Assuma que a responsabilidade é toda sua, boa ou ruim, tudo que você agrega na sua vida é crédito seu mesmo!

Foto:Pixabay


Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo. Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com.
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