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amostra gratuita de uma identidade

Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo.
Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com

quem não conhece a palavra saudade, nunca vai saber o seu real significado

"A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo", Mario Quintana


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Às vezes bate uma saudade, uma nostalgia...

Uma saudade boa, de um tempo que não volta mais... Parece papo de gente antiga, mas não! Isto faz parte da vida, dos sentimentos humanos, das nossas carências.

Memórias da própria infância, diferente da de hoje em dia, diferente da dos pais. Do pouco que vem à tona, as lembranças são muito boas.

Tinha cheiro de lancheira com suco derramado, barulho de crianças brincando no pátio da escola, de sujar a bicicleta (de propósito!) quando passava em cima de uma poça d'água, das risadas espontâneas e incontroláveis dentro do elevador, da vó benzendo toda hora, da praia vazia no inverno, do vapor que sobe da terra depois que chove no verão, do sonho de ser uma mulher "maravilha"... de coisas simples. Inesquecíveis!

As coisas boas dão uma saudade legítima que dói. Dói lembrar de um tempo bom que não pode mais voltar. Ah, se já existisse a máquina do tempo, poderíamos mudar algumas coisinhas... E se eu fosse a de antes com a experiência de hoje?

Bom sonhar! Bom recordar! Cést la vie!

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A saudade que bate é a saudade de nós mesmos, da inocência, da esperança, do sonho, de um coração apaixonado, da certeza de poder ter a casa dos pais pra voltar sempre...

A vida vai passando e a crueldade do tempo nos leva as pessoas que mais amamos pra um lugar distante, onde não temos permissão de ir. Dói! Ah, como seria bom rever por um minuto um alguém que se foi.

Nunca vamos voltar a ser o que já fomos um dia. As marcas que a vida vai nos imprimindo podem cicatrizar mas permanecem dentro de nós, como experiência. E aquela inocência vai ficando esquecida. Sem querer vamos nos readaptando, nos moldando, e o sofrimento nos afasta de nós mesmos. E a saudade vai corroendo.

O que já fomos um dia no passado não é o mesmo que seremos no futuro. Por isso às vezes dá essa saudade melancólica e boa pra suspirar. De relembrar, reorganizar, reenergizar.

Ainda bem que a essência permanece na alma.


Luciana Kuchiki Vilar

Observadora atenta do ser humano e do fluxo do comportamento do mundo. Vive numa eterna descoberta de si mesma e na busca do equilíbrio constante. Questionadora por profissão. Racional e passional. Design de moda é apenas uma das suas facetas, também escreve sobre comportamento, tendências, universo feminino.....Sua identidade está sempre presente no seu blog rgproprio.wordpress.com.
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