roteiro 77

Porque se deve preferir o impossível verossímil ao possível incrível.

Jaqueson Luiz Silva

A literatura, o teatro e o cinema como roteiro.

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    NURI BILGE CEYLAN: INTROSPECÇÃO CINEMATOGRÁFICA

    Nuri Bilge Ceylan é um cineasta da paciência, que imagem por imagem busca naquele que assiste a evidência do que é visto, em um movimento que cria a arte cinematográfica de dentro para fora, de fora para dentro: uma introspecção cinematográfica.

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    AS EXPERIMENTAÇÕES DO FIM

    O fim parece ser a parte mais difícil de alguma coisa. Se o princípio de um prazer instaura uma ansiedade, seu fim, a tristeza. A intolerável percepção da finitude das coisas, de nós mesmos, das pessoas que amamos, de uma história de amor. Mais difícil ainda parece ser o enfrentamento desse fim, lidar com a sua realidade. Mais ainda, no coração mesmo da angústia, escolher passar pelo fim. Ou pior, escolher atravessar a aceitação desse fim. Talvez não haja atitude mais deliberativa e ética do que escolher e aceitar o fim das coisas.

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    O AMOR QUE É

    O amor é uma dessas coisas da vida que desafiam nossa vontade de definir, de dar sentido e nome para tudo. Mas como coisa inapreensível, o amor parece resistir a uma forma e se contenta em apenas tomar forma, em poesia, em filme, em canções, em palavras declaradas. E dessa forma o amor é o que é.

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    HISTÓRIAS DE AMOR DE JULIA KRISTEVA

    Este artigo é uma apresentação de um livro que fala de amor, Histórias de amor de Julia Kristeva, porém menos de histórias de amor, como pode ser lido o seu título, mas das histórias fundamentais que perpassam toda e qualquer história de amor.

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    A PELE VIVA DO CINEMA DE ALEKSANDR SOKÚROV

    O cinema do russo Aleksandr Sokúrov, ainda um pouco desconhecido, considerado meditativo, espiritual e pictórico, é como uma pele viva que se move como um olhar. Enfrentar esse olhar é adentrar em uma jornada de aprendizagem afetiva e artística.

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    O MEDO DE BERGMAN

    O cinema de Ingmar Bergman nasce do medo do escuro. O filme A hora do lobo de 1968 é dentro de sua filmografia aquele que mais se apresenta como terror. Entretanto, ao olharmos para alguns outros filmes, o medo parece ser presença constante e condição de sua arte cinematográfica.

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    O SILÊNCIO DE BEETHOVEN OU DE COMO ESCUTAR A ALEGRIA

    Esta é uma escrita a partir do silêncio de Beethoven. Uma escuta da Ode à alegria da Nona Sinfonia, ou de como do coração do silêncio encontrar a alegria.

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    NOSTALGIA: DO TEMPO OU DA DOR CRÔNICA DE NÃO MAIS SER

    A nostalgia é a dor do retorno. Ou melhor, da impossibilidade de retornar a um passado que já não é mais. Ela é toda a nossa angústia com o tempo. O que aprenderíamos da literatura e do cinema sobre esse sofrimento tão constante?

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    O CINEMA COMO ATO DE AMOR: A FRATERNIDADE É VERMELHA DE KIÉSLOWSKI

    Passados mais de 20 anos de estreia, e quase dez do desaparecimento de seu diretor, A fraternidade é Vermelha propõe-se um filme necessário em tempos exigentes de uma fraternidade que acolha no mundo diferenças e distâncias. No manejo destas distâncias está o vermelho da atenção. A direção de Kiéslowski, entre avanço e parada, diz que assistir a um filme é um ato de amor.

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