rumos

quando não há verbetes para o porvir

Rudson Vieira

..rumos seguem, mesmo em silêncio. Dobrei o horizonte sob os joelhos e ponderei; rumos seguem, mesmo introspectivo.

estabilidade do Estado?

“A falta de alternativas clarifica maravilhosamente a mente.” Henry Kissinger.


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A ordem mundial e a famigerada disputa de ideologia de Estados dominantes. As relações internacionais, para a constituição e manutenção de uma ordem mundial passam pelo diálogo e debate de anseios e posições de cada Estado dominante. Considerando aqui Estado Dominante, a nação detentora de poder de interferência no mercado mundial seja por controle de recursos naturais, materiais, bélicos ou humanos. Os exemplos perpassam as cadeiras da Organização das Nações Unidas (ONU) e hasteiam bandeiras pelo globo.

Sob o viés da teoria da estabilidade hegemônica, a estabilidade buscada em escala global está atrelada mediante os regimes e decisões arbitrárias. Uma potência ou Estado dominante assume uma posição de liderança mundial e determina as práticas e diretrizes aceitáveis para o relacionamento internacional. Entretanto, quanto maior o regime hegemônico, mais complexo os mecanismos de controle e garantia de cumprimento dos interesses soberanos. Desta feita, a potência, para obter estabilidade social, deve estar sempre no poder global, sendo reconhecida, por consenso (O consenso vem da divergência e processo de diálogo.) ou submissão, como regente da organização mundial, determinando limites e liberdades. O Estado então é concebido a partir do respectivo potencial de monopolizar a nação e o mercado de forma coercitiva. Para se manter, o Estado deve entender e formar blocos de aliança onde o poder é controlado, para assim não ser destituído por outro Estado dominante.

Evoluindo neste cenário, a teoria realista coloca o Estado como o epicentro das decisões. Neste contexto, partindo da concepção de que as relações internacionais são, por natureza, conflituosas, o Estado cerceia o conceito e prática de democracia no ambiente interno das respectivas nações, bem como o deturpa no cenário mundial. Instaura-se assim, a guerra como instrumento de se estabelecer a paz. Trata-se de uma medida dos Estados para maxização de poder e soberania ideológica. Assim, o processo conflituoso de sobreposição de poderes propicia o caos social. Princípios éticos no pensamento realista perdem espaço para a instintiva busca por sobrevivência (seja física ou ideológica), logo, conflitos são estabelecidos e atrocidades tidas como processo necessário. Trata-se de viver o mundo que se encontra e não o que se deseja.

Contudo, o idealismo propõe uma sociedade igualitária em poder de voz, onde a estabilidade seria construída pelo diálogo e não pelo confronto e agressões. O bem coletivo é o norte das decisões de forma a construir a ideia de uma moralidade internacional de cooperação. Nesse sentido, são defendidas as liberdades individuais e o Estado não tem poder arbitrário para agredir valores sociais e cometer abusos de poder.


Rudson Vieira

..rumos seguem, mesmo em silêncio. Dobrei o horizonte sob os joelhos e ponderei; rumos seguem, mesmo introspectivo..
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