sagrado humano

antes de chegar ao nada, o caminho é essencial

Priscila Fernandes

De todas as opções que busquei, hoje estou voltada para educação e terapia dentro do contexto da Filosofia Oriental. Escrever sobre o que me faz bem é retribuir aos que partilharam seus conhecimentos comigo

Questões sobre a juventude

O que você faz pela juventude? Ajuda ou critica?


Deixo algumas perguntas aos que reclamam que os jovens:

“não querem nada da vida”

“não se interessam por nada”

“não levam nada a sério”

“só querem sossego, sem ter que realizar esforço”...

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O que você faz para mudar essa situação? Qual estímulo leva aos jovens para que possa despertar seus interesses? Já disponibilizou a opção de que sejam diferentes, de que possam pensar diferente e agir diferente? Você se lembra de quando era jovem? Você queria ser como seus pais e avós? As respostas que os mais velhos ofereciam prontamente eram suficientes? Nunca teve questões que iam além do sistema, além das pessoas e além de tudo o que se acreditava? Lembra-se de quando via muitas injustiças e se sentia indignado? O que mudou? Por que agora aceita a realidade adulta e critica a rebeldia juvenil?

O que faz pelos jovens de sua comunidade? Ainda se lembra do que é uma comunidade? Tem certeza de que pode reclamar dos tablets, celulares e games? Ou quando chega a casa se debruça sobre e-mails, televisão e redes sociais? Qual exemplo você dá? O quanto conversa realmente com seus filhos, com mestres, com colegas de trabalho, ou até mesmo com desconhecidos? O quanto se importa com a história do outro? E o quanto está aberto para ouvir opiniões e mudar?

O que espera da juventude, já que a energia da mudança vem dessa constante renovação? De quem é o problema se a velhice trouxe rigidez, no lugar da maturidade ter trazido tolerância e sabedoria? Por que acreditam que os antigos valores devem ser mantidos a qualquer custo, sem percebê-los como insuficientes e restritivos? Quanta ingenuidade ainda permite nostalgia de um tempo de repressão? O quanto sua mente está aberta para compreender que lutar pelos direitos não é viver no “oba-oba”; que o respeito não está no pronome de tratamento, mas na forma com que se lida com a vida; que arrumar o próprio quarto pode não ser prioridade naquele momento e está tudo bem? E o quanto está disposto a dedicar-se na formação de jovens que pensem por si, que tenham opções de escolha, que conheçam o mundo além da sala de aula ou de uma igreja específica?

Um pouco além, o que está disposto a fazer pelos jovens que não tiveram estrutura, e que reagiram à opressão da vida com revolta e violência? O quanto vale investir nesses jovens que serão os adultos de amanhã, pais e mães das futuras gerações? Será que não é possível um diálogo hoje? Ou será que você não está pronto para ouvir-lhes as necessidades?

E, antes de mais nada, o mais próximo possível, o primeiro passo a ser dado: Você proporciona, aos seus filhos, a opção de pensar diferente de você? Respeita essa diferença?


Priscila Fernandes

De todas as opções que busquei, hoje estou voltada para educação e terapia dentro do contexto da Filosofia Oriental. Escrever sobre o que me faz bem é retribuir aos que partilharam seus conhecimentos comigo.
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