saindo da caixa

Uma odisséia fora da caverna

João Rachid

Um cara confuso, talvez também perdido, que tenta se encontrar através da escrita. Apesar de ficar cada vez mais perdido, não desisti de achar um sentido para tudo isso

Momentos

Os momentos que antecedem o nosso encontro, os momentos juntos e os momentos após a despedida... Sou tomado pelo desejo de que todos eles se tornem infinitos no universo entre nós dois.


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Olhei para ela e nesse momento o tempo parou, não vejo mais nada além do sorriso, um sorriso tão lindo e encantador que em um movimento involuntário, acabei sorrindo também. Fiquei sem palavras, sem ar e sem jeito. Tentei não ficar travado com essa cara de besta que tenho, apenas tentei, mas não consegui. E quem consegue? O sorriso é tão lindo que faço o que posso só para vê-la sorrir...

Após esse momento, vi os olhos delas. Lindos, encantadores e que me prenderam em um instante de alegria e empolgação. Tanta empolgação que me segurei a cada segundo para não ficar dizendo o óbvio: que eles são os olhos mais lindos que eu já vi.

Caminhei ao lado dela pela rua, tentando me manter focado nos passos para não tropeçar. Mas vez ou outra eu esquecia alguns buraco que havia pela rua, pois o som da voz dela me fazia sentir nas nuvens. Nenhum carro, grito ou barulho me desconcentrou de cada palavra que foi dita, que soava em meus ouvidos como música... Umas das mais belas, por sinal!

O momento da partida foi uma confusão... Senti-me feliz, pois passei um dia ao lado dela. Eu me diverti, me encantei e me surpreendi com o quanto um simples sorriso, um simples gesto, um simples instante podia melhorar o dia. Junto com toda essa felicidade, senti uma sensação de que o tempo não é justo, que passava muito rápido... Sinto que não foi o suficiente. Como pode ser suficiente?

O beijo foi o momento onde percebi que nada mais faz sentido. Sentia minha alma quente, meu coração acelerado e um sinal em minha mente dizendo que aquilo era real e irreal ao mesmo tempo. Sei que aquele momento acabaria, sei que iríamos cada um para os nossos respectivos cantos e amanhã seria apenas mais um dia. Mesmo sabendo de tudo isso, aquele momento foi o que passou mais rápido no tempo e mais devagar em minha mente antes de dormir.

Perco-me nas brechas do tempo que esses momentos criaram. Momentos depois de uma mensagem de “boa noite”, momentos que antecedem uma mensagem de “bom dia”. Viajo em meus sonhos por esses momentos felizes que pude estar ao lado, mas a viagem não para por aí. Vou além de tudo isso que vivi.

Jogo-me em um espaço de infinitos momentos, que não aconteceram, mas que podem vir a acontecer. Um espaço onde cada sorriso, cada olhar e cada instante são únicos. Onde não há regras, apenas sensações. Onde não há oi e nem tchau. Apenas sorrisos bobos...

Transformo cada momento em poesia! Não aquelas poesias com palavras rebuscadas, formas diferentes e ou sem sentido. Transformo-as em algo simples, com uma forma única e um sentido que só faz sentido por causa dela.

Não sei como será o futuro. Não sei se haverá um futuro. Só sei que há um presente! Um presente construído por momentos que jamais serão esquecidos...


João Rachid

Um cara confuso, talvez também perdido, que tenta se encontrar através da escrita. Apesar de ficar cada vez mais perdido, não desisti de achar um sentido para tudo isso.
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