saindo da caixa

Uma odisséia fora da caverna

João Rachid

Um cara confuso, talvez também perdido, que tenta se encontrar através da escrita. Apesar de ficar cada vez mais perdido, não desisti de achar um sentido para tudo isso

A idealização do impossível eu

Muitas vezes passamos mais tempo assistindo televisão do que saindo pelo mundo afora. Conhecemos lugares, pessoas e coisas através dessa caixa mágica, imaginando como seria fazer tudo isso na vida real. O que, no final da contas, acabamos não fazendo.


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Já se imaginou como um agente secreto da CIA que viaja o mundo e derruba organizações criminosas? Ou então como um soldado que vence sozinho uma guerra? Um pirata? Uma rainha? Uma super heroína?

Todos nós já nos imaginamos nas mais diversas situações, principalmente relacionado ao que nós gostaríamos de ser no futuro. Quem não gostaria de ser um detetive extremamente inteligente com um tipo de observação além do normal que resolve crimes ou algo tão incrível quanto isso?

Só de imaginar, já ficamos com a adrenalina a flor da pele! Ser algo incrível assim deve ser maravilhoso, mágico e realizador... Então, se é tão maravilhoso assim, porque nós não conseguimos?

Ser um detetive igual o “Sherlock Holmes”, um pirata igual o “Jack Sparrow” - desculpe-me, “Captain Jack Sparrow” - ou um vilão como o “Coringa”, são coisas impossíveis de se acontecer.

Bem, vocês já devem saber disso assim como eu. Porém, o problema não está em não conseguirmos ser, mas no fato de como isso nos afeta ao longo de nossas vidas. Às vezes cansa sermos apenas nós...

Quanto mais vemos personagens incríveis fazendo coisas mais incríveis ainda, percebemos muitas vezes o quanto a nossa vida é chata, tediosa e sem nem um pingo de emoção. E aí que está o problema!

Nós nos acostumamos com o que temos e aprendemos a lidar com isso, mas no fundo, nós não queremos. Buscamos muito mais do que digitar meras palavras em uma tela de computador, buscamos muito mais do que atender telefones ou dar alguns falsos sorrisos para uns e outros no escritório!

Qual é a graça de eu ser “eu” quando eu posso pegar um clipe e mais algumas coisas e construir uma bomba? Ir para uma escola de magia? Viajar no tempo? Às vezes desistimos de nossos sonhos porque não conseguimos responder às expectativas que criamos através desse mundo incrível.

Está na hora de fazermos do mundo um lugar incrível, e não só na televisão. Deixamos de aproveitar pequenos detalhes por já ter passado em algum filme, pois aquilo já é comum e não nos impressiona mais... Então tratemos de viver o real, porque o imaginário já tem coisas demais!

Levante da cadeira e vá dar uma festa para comemorar o mundo real! Mas antes, lembre-se: Você não é o “Stifler”, então não se frustre se a festa não sair como planejou, ok?


João Rachid

Um cara confuso, talvez também perdido, que tenta se encontrar através da escrita. Apesar de ficar cada vez mais perdido, não desisti de achar um sentido para tudo isso.
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