saindo da caixa

Uma odisséia fora da caverna

João Rachid

Um cara confuso, talvez também perdido, que tenta se encontrar através da escrita. Apesar de ficar cada vez mais perdido, não desisti de achar um sentido para tudo isso

Os demônios que nos assombram

Temos algo dentro de nós, uma coisa estranha que nos impede de seguirmos essa longa jornada que é a vida. Uma sensação que nos impede de conseguir aquilo que mais queremos. Um sentimento que nos coloca para baixo, tão para baixo que dificilmente conseguimos voltar à superfície.


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Em algum momento da vida, uma voz bem irritante e de alguma maneira forte, ficou repetindo em nossas cabeças que não conseguiríamos fazer tal coisa, que não éramos bons o bastante para merecermos aquilo, que éramos fracos! Essa voz vem do nosso próprio demônio, que alimentamos de maneira metódica, sem muitas vezes termos consciência de tal ato. Mesmo sabendo dele, algumas pessoas continuam alimentando, cada uma com o seu motivo... Mas todas com a mesma agonia.

Quem já não viu aquela pessoa bonita na rua e pensou “nossa, eu jamais teria chance com ela. Olhe para mim...”. Por que eu não teria chance com tal pessoa? E ainda que tenha, por que nós nos colocamos nessa situação de que bem lá no fundo, não somos bons para determinada pessoa? Será que nos autocolocamos ou alguém faz esse grande favor todos os dias? E por que nós insistimos em permanecer lá?

Aquele emprego dos sonhos – acredito que todos tenham um emprego dos sonhos – que tanto queremos, mas não nos achamos bons o bastante para o mesmo. Por que nós fazemos questão de nos autossabotar? Qual é o prazer em sermos menos do que podemos ser? E no final, deixamos tudo isso de lado e aprendemos a apreciar aquele emprego medíocre, que deixa a aquela voz bem feliz e dando risada. Dando risada de você, e não com você!

E não é só os nossos demônios que nos assombram. Vemos vários outros demônios de outras pessoas tentando nos colocar para baixo todos os dias, dizendo que o que queremos para o futuro não dará dinheiro, que não seremos felizes ou até que no fundo não é isso que nós queremos! Como se eles soubessem...

Onde podemos encontrar esses demônios? Por que não conseguimos nos livrar deles? Por que não nos deixam em paz? Se não temos força para vencê-los, então como faremos?

Basta olharmos para o espelho e vermos quem é o único responsável por isso. Sim, nós somos! Infelizmente, não podemos escapar da culpa que temos. Culpa de sermos inseguros e dar ouvidos a uma voz estúpida, que só nos atrapalha. Nós somos culpados pelos nossos erros, por acreditar que somos fracos, por ouvirmos aquelas opiniões negativas e acreditarmos de corpo e alma que realmente somos a pior coisa do mundo.

Não é fácil bater de frente com esse demônio, mas é preciso! Se o deixarmos vencer, ficaremos para sempre em uma prisão de incertezas, de medo, de insegurança... Seremos sempre o que não somos!

Tratemos de estourar essas correntes invisíveis que nos prendem, que nos impedem de irmos lá para o alto, mostrar toda a nossa força. Precisamos olhá-lo nos olhos e confrontá-lo. O único que impede você de fazer isso, é você mesmo.


João Rachid

Um cara confuso, talvez também perdido, que tenta se encontrar através da escrita. Apesar de ficar cada vez mais perdido, não desisti de achar um sentido para tudo isso.
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