Agatha Andrade

Em meio a milhares de vidas amontoadas buscamos o que está dentro de nós mesmos para nos sentirmos mais autônomos em um mundo tão igual. É só ao observar o vazio que tememos que ele, também, esteja além das estrelas. Medo de que essas estejam tão perdidas quando nós. Blog:www.screepeer.com.br

Crítica: Advogado do Diabo

“Eu sou pago para vencer. Eu não perco. Eu venço”


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Advogado do Diabo é um filme bem antigo. Confesso que assisti há alguns dias atrás e apesar de compreender que ele é bem baseado em ideias judaico cristãos, ainda assim não consegui deixar me apegar há alguns forte desse filme tão questionador.

Um filme que exige desconstrução e muita observação. Onde, pequenas cenas ou diálogos significam muito. Advogado do Diabo é um longa que trata de poder, religião, visões de mundo.

O filme conta a história de Kevin Lomax (Keanu Reeves), um advogado brilhante que é capaz de tudo para vencer um caso. Ele vive em uma pequena cidade da Flórida com sua esposa Mary Ann (Charlize Theron), e, assim que começa a ficar reconhecido ganha uma proposta de trabalho em Nova York. Essa que é maior empresa de advogacia do país, comandada por John Milton (Al Pacino).

Nesse cenário diversas propostas de casos começam a aparecer para Kevin, mas isso começa a desestabilizar sua vida com Mary Ann. Esta que vai perdendo a sanidade.

Um longa que não pude deixar de querer bater palmas a Al Pacino pela atuação brilhante.A desconstrução que seu personagem faz do acreditar em Deus é bem interessante, apesar de suas contradições. A imagem que si próprio refletido em suas ações só me fez o ver como um psicopata diabólico. Explorando o nível máximo da insensibilidade e movendo tudo a sua volta conforme suas ambições.

Isso que não é tão diferente que o Keanu Reeves do longa. Esse que acaba por explorar diversas facetas sociopatas despertas pelo poder. A buscar por ser cada vez mais. A busca por vencer acima de tudo. Quando ele diz “Eu sou pago para vencer. Eu não perco. Eu venço” só confirma o explicito o filme todo. O cara que passa por cima do que for para ter o que quer.

Al Pacino como a personificação do mal, apenas explorou isso guiando tudo ao seu favor. Pegando a vaidade humana para fazer o espetáculo dançar segundo a sua música. O longa em que a busca por poder e status é o personagem principal, o que não se distancia do que mais se vê no cinema e na TV mais de dez ano depois.

Personalidades mais que sagradas que ultrapassam a tela para um dia-dia de uma modernidade, onde o poder é quase que o personagem principal. Vencer é objetivo, e, os fins justificam os meios.


Agatha Andrade

Em meio a milhares de vidas amontoadas buscamos o que está dentro de nós mesmos para nos sentirmos mais autônomos em um mundo tão igual. É só ao observar o vazio que tememos que ele, também, esteja além das estrelas. Medo de que essas estejam tão perdidas quando nós. Blog:www.screepeer.com.br.
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