Agatha Andrade

Em meio a milhares de vidas amontoadas buscamos o que está dentro de nós mesmos para nos sentirmos mais autônomos em um mundo tão igual. É só ao observar o vazio que tememos que ele, também, esteja além das estrelas. Medo de que essas estejam tão perdidas quando nós. Blog:www.screepeer.com.br

Filme: Before we go

Quando amamos alguém é independente dos defeitos, problemas, reciprocidade, tempo e o que mais vier com a pessoa. Apenas amamos e não há muito que se fazer quanto a isso, nós apenas sentimos. O filme Before we go trata um pouco disso.


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Porque é tão fácil ser trouxa quando gostamos de alguém? Essa é uma pergunta que me fiz assistindo o filme, mas então percebi que não é essa a questão. Afinal, quando amamos alguém é independente dos defeitos,problemas, reciprocidade, tempo e o que mais vier com a pessoa. Apenas amamos e não há muito que se fazer quanto isso, nós apenas sentimos e é isso.

Agarrando-nos a cada fio de esperança, mesmo quando ele está se rompendo a cada segundo. A verdade é que mesmo quando não há muita esperança, enquanto ainda podemos segurar já é uma vitória e tanto – já significa o sorriso do dia ou do instante. Quando esta se finda, o sentimento não irá com ela, o tal pode continuar ali pelo o tempo que quiser, pois não podemos controla-lo.

Nick (Chris Evans) é um músico que vai a Nova York para fazer um teste para entrar em uma banda e se depara com uma moça que acaba de perder o último trem. Brooke (Alice Eve) está desesperada, pois precisa chegar a casa dela em Boston o mais rápido possível, e, acaba de ser assaltada. Nick começa a tentar ajudá-la, e, a partir daí vamos conhecendo o que levou ambos a aquela noite em Nova York. Nick havia chegado à estação cedo e passado horas com medo de sair, pois teria que ir ao bar em que sua ex-namorada estava com outro cara. Ele esperara aquele momento durante cinco anos. Cinco anos em que nunca conseguira esquecê-la, seus planos era encontrá-la e ver algo voltar acontecer entre eles.

Enquanto, Brooke precisava chegar a casa dela, antes que seu marido chegasse de viagem na manhã seguinte. Isso porque ele a estava traindo durante meses e ela sabia, mas não conseguia se manifestar. Até que ele fora viajar, e, um dia antes de ele voltar ela escrevera uma carta e fora embora. Mas, na mesma noite em que partiu se arrependeu, pois não poderia ir sem tentar fazer algo – sem nem sequer lutar por eles.

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A situação de Nick e Brooke vai sendo tratada durante o filme, então vamos adentrando nos medos e inseguranças deles. Observando como cada um lida com a situação e a tentativa de ir mudando todo esse cenário. Pois, não importa se a forma de amor deles não é muito dentro dos padrões, o debate principal do filme é que amamos quem amamos e ponto. Não deveria ser assim. Não, mas é assim que a vida é, amamos o outro independente do quanto isso nos machuque. Afinal quando é amor não importa as cicatrizes que restam, pois apenas continuamos a lutar, mesmo que sozinhos.

O filme Before we go trata disso, do amor unilateral que resta após o fim de algo que fora importante. Os problemas que a ida de alguém nos deixa e quando mesmo assim não conseguimos seguir em frente cem por cento. Por mais que tentemos. A dor de ver alguém que amamos amar outra pessoa e ainda assim não deixar de sentir.

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O amor é assim, não depende se outro está aqui ou não, se está nos fazendo sofrer ou não, o sentimento continua. Tentar fingir que ele não está machuca mais do que aceitá-lo. Fugir não deixa as lembranças para trás, mas é abandonar a nós mesmos. Tendemos a sofrer cada um a sua maneira – Nick alimentara esperanças e Brooke escondera sua dor.

Os personagens resolvem enfrentar a situação ao invés de continuar fugindo. As coisas podem não sair exatamente como esperavam, mas a tentativa pelo menos dá algum tipo de certeza. Independente no final, não importara se eles sofriam, mas que apenas sentiam e ponto. Então, fugir não os tornava mais fortes, mas mais fracos.


Agatha Andrade

Em meio a milhares de vidas amontoadas buscamos o que está dentro de nós mesmos para nos sentirmos mais autônomos em um mundo tão igual. É só ao observar o vazio que tememos que ele, também, esteja além das estrelas. Medo de que essas estejam tão perdidas quando nós. Blog:www.screepeer.com.br.
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