sem papas na língua

O que eu tenho pra te dizer é que...

Daniella Lins

Amante de boas histórias, escritora por amor e professora por formação. Gosta de tocar a alma das pessoas através das expressões artísticas, principalmente por textos. Gosta de cativar e ser cativada. Autora do Blog Sem Papas na Língua. http://sempapasnnalingua.blogspot.com.br/

No mundo das pessoas descartáveis

No mundo das pessoas descartáveis, pouco importa o que o outro sente, a própria necessidade vem primeiro. O papo de "que saudade de você, vamos nos ver qualquer hora" é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. Fuja da relação que você sabe que não dará certo! Não se ache tão importante também. De repente você nem é tão importante assim para um certo alguém. Já foi em dois minutos, dois dias, dois anos, mas hoje não é mais. Já foi!


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Eu fico às vezes pensando por que algumas pessoas tem medo de sentir algo por alguém. Talvez porque tenham só se decepcionado e tal. Mas aí vou generalizando as pessoas num mesmo padrão até quando? Até quando não permitir que ninguém atravesse a fortaleza frágil que se criou? [email protected] são iguais? Então logo você também é igual a todo mundo?

Deduzo também, que possa ser atitudes decorrentes de inúmeros depósitos de confiança no que o outro diz, mas também me pergunto: por quê não acreditar em certas coisas ditas? As pessoas às vezes nem se cumprimentam por achar alguma coisa a respeito do outro, sendo que mal o conhece. Os olhos nem se esbarram mais. As ligações quase em extinção com o desenvolvimento da tecnologia.

Usamos um aplicativo para quase todas as coisas que se requerem atitude para fazer ou de um alguém de carne e osso. E claro que isso facilita muito a nossa vida, outros atrasam. "Coração" se a aparência me agradou, "X" se considerei a aparência. Próximo!

As oportunidades de perdoar, de compreender, de conversar ou conhecer um alguém em certos casos acompanha a mesma velocidade desse desenvolvimento tecnológico todo. Não me interessa... eu deixo pra lá.

No mundo das pessoas descartáveis, um, não se apega ao outro. E quando digo apegar, não digo no sentido de possessão, mas no de se deixar cativar pelo outro, se sentir tocado pelo que o outro simplesmente é. Que medo é esse de não se contagiar? O apego quer dizer, não conseguir viver sem algo ou alguém, porém, entre seres humanos, o afeto deveria ser necessário.

Mas a ganância, só faz com que as pessoas se afastem uma das outras. Onde o poder e o status, estão numa corrida para mostrar quem pode e quem tem mais. No mundo das pessoas descartáveis, não interessa criar nenhum tipo de laço ou afeto. E se alguém não fez algo que você esperava que ela fizesse, uma tecla de 'delete', automaticamente será apertada. Mil palavras são jogadas ao vento, não se sente com verdade e sim o que lhe convém, logo essas palavras deixam de ter significado.

Nesse universo as pessoas são usadas para conseguir algo ou pra ferir um alguém. Só nos procuram quando querem algo. Fugir desses acontecimentos, não depende de nós, mas o perfil de pessoas assim chega um momento que fica mais visível. No mundo das pessoas descartáveis o sentimento até pode ser verdadeiro, mas ele tem um prazo de validade muito curto, varia de acordo não com os acontecimentos da vida, mas com o que espero que ela me ofereça ou se porte do modo que acho correto. O que é correto?

No mundo das pessoas descartáveis, pouco importa o que o outro sente, a própria necessidade vem primeiro. O papo de "que saudade de você, vamos nos ver qualquer hora" é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. Fuja da relação que você sabe que não dará certo! Não se ache tão importante também. De repente você nem é tão importante assim para um certo alguém. Já foi em dois minutos, dois dias, dois anos, mas hoje não é mais. Já foi! Logo a pessoa vai encontrar outro pra por em "seu lugar", o mundo funciona assim certas vezes, seja no trabalho ou em relacionamentos.

E eu te conto uma coisa... Acredite! Nesse mundo há muitos lugares onde se pode repousar também, há abrigo pra quem se permite conhecer e acolher um visitante. Há moradas aconchegantes, o negócio é arriscar e acreditar sempre. Ninguém é igual a ninguém, há muitas pessoas interessantes aos montes por aí. E você tem que estar firme pra reconhecer quem as são.


Daniella Lins

Amante de boas histórias, escritora por amor e professora por formação. Gosta de tocar a alma das pessoas através das expressões artísticas, principalmente por textos. Gosta de cativar e ser cativada. Autora do Blog Sem Papas na Língua. http://sempapasnnalingua.blogspot.com.br/.
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