sendo urbano

A essência urbana sem esquecer a condição humana

Leonardo Martins

Observar, filtrar, observar, refletir, observar, agir!
A cidade precisa além de grandes reflexões, possibilidades de ações sistêmicas, orquestradas e coletivas.
Em prol de todos, em prol dela mesmo

E se quisermos ser 100% felizes?

Esse artigo além de fugir um pouco com a temática do sendo urbano, em um primeiro momento pode parecer mais um texto de autoajuda, mas adianto que não. Adianto que esse texto é parte de uma experiência pessoal em um momento chave da vida onde nos vemos claramente em uma bifurcação tendo que optar para qual caminho devemos seguir.
Deixemos de ser coadjuvantes de nossas próprias vidas para que possamos buscar a felicidade plena.


Muitas vezes nos pegamos fazendo papel de coadjuvantes de nossas próprias vidas, deixando de tomar decisões importantes e de buscar coisas novas e novas emoções em troca de uma vida tranquila e sem surpresas. Atitude calorosamente condenada em rodas de amigos, mas que na verdade, no dia a dia, estamos bem acostumados a tomar.

Quem nunca estendeu um relacionamento por um tempo maior que deveria? Seja para não magoar o outro ou porque o domingo à tarde é mais confortável ou não queria voltar ao “mercado” que é sempre competitivo? Quem nunca se acomodou em um emprego que não empolga pela estabilidade ou pelo salário garantido no fim do mês? Porque empreender é muito difícil ou trabalhoso? Acredito que pelo menos 90% das pessoas que conheço, e me incluo aí sem medo, já viveram ou vivem essa situação. A zona de conforto é o mal do século.

O que dizer de quem trabalha oito horas, cinco dias por semana, com algo que não lhe motiva ou pelo que não faz o olho brilhar? Os mais céticos dirão: O trabalho dignifica o homem! Sim! Mas não necessariamente temos que nos adequar ao emprego que apenas pague bem e que nos consuma mais que apenas as horas, mas a saúde, o humor ou a paz de espírito. Temos que procurar trabalhar com o que acreditamos, com o que nos motive, mesmo que para isso ganhemos menos dinheiro, mas mais qualidade.

_DSC6489B.jpg Foto: Leonardo Martins - LMartins Fotografia - Paraty, Rio de Janeiro

Vivemos uma busca desenfreada por dinheiro e status, deixando de lado outros valores muito mais importantes. Comprometimento com o que estamos produzindo! Somos responsáveis por tudo que produzimos! Quantas vezes pensamos de fato nisso em nossos empregos? Quantas vezes não produzimos como cópias de máquinas apenas esperando o ponteiro do relógio marcar 18:00? Nos matamos trabalhando para consumir coisas que não precisamos para vendermos a aparência de realização e que não nos fazem 100% felizes...

Vivemos muitas vezes na vida relacionamentos ou empregos mornos apenas para sermos aceitos em nossas rodas de “amigos”. Não nos damos conta que a vida é uma só e isso vai nos matando por dentro. Viver a vida assim é pior do que arriscar e dar tudo errado, porque os relacionamentos mornos ou os empregos mornos ou qualquer outra coisa que não seja intensa, funcionam como um filhote de gato brincando com um novelo de lã – no início parece até divertido, mas logo, logo ele se enrola e fica preso sem saber como sair...

Mas o que é ser 100% feliz?

Felicidade é um sentimento pessoal. A felicidade está nas pequenas coisas. Nas recompensas pelas decisões que tomamos, nas batalhas que enfrentamos. É inexplicável! Todos nós sabemos quando estamos explodindo de felicidade, seja quando nos desprendemos do que não nos leva para cima, ou quando conquistamos alguma coisa que desejávamos muito, quando ganhamos um beijo do amor de nossas vidas ou um abraço apertado de um familiar estimado ou amigo de verdade.

_DSC6489A.jpg Foto: Leonardo Martins - LMartins Fotografia - Paraty, Rio de Janeiro

Buscar ser 100% feliz é não se acomodar com o que não está funcionando, é querer sempre o melhor, ainda que isso possa ter um preço, um custo ou ainda que não seja fácil. Acreditar que podemos e precisamos ser sempre felizes. Esse é um combustível e tanto para alcançamos tudo o que queremos de verdade. Para conseguir dar mais um passo, quando achamos que não temos mais força. É buscar o nascer do sol após uma noite de intensa tempestade. Que possamos sempre buscar a felicidade, todo dia, todo o tempo em tudo aquilo que nos dispomos a fazer e viver!

100%


Leonardo Martins

Observar, filtrar, observar, refletir, observar, agir! A cidade precisa além de grandes reflexões, possibilidades de ações sistêmicas, orquestradas e coletivas. Em prol de todos, em prol dela mesmo.
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