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Papofluido

Prof. Juan Daniel

Marido,pai,professor e construtor de um environment melhor. “Seja a mudança que você quer ver no mundo.”
Mahatma Gandhi

O Mal-Estar na Civilização Segundo Freud

A sensação de que há algo de errado com nossa a sociedade. A frustração de ver nossos projetos de vida inconclusos. O que define esse mal-estar? A Felicidade é possivel numa sociedade em que cada dia se fragmenta? São essas questões que iremos discutir na série O MAL-ESTAR DA CULTURA, em quatro artigos.


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PARTE I

Título da famosa obra do grande médico e fundador da psicanálise, Freud, discute o fato de os seres humanos padecerem de um mal-estar, uma angustia refletida nos relacionamentos humanos e nas neuroses desenvolvidas por eles. O “homem civilizado” vive marcado pelo sentimento de abandono, de culpa, de remorsos, de por acentuadas cobranças culturais para que seja perfeito “nos moldes sociais”, o que gera emoções fortes, denominado por ele como emoções OCEÂNICAS. Dimensão tão vasta que O “CIVILIZADO” se perde na procura da sua própria felicidade.

Para Freud, a busca da felicidade propaga arranjos psíquicos de prazer e de sofrimento. Ele identificou três inimigos da felicidade. Todo sofrimento humano aponta para estas três causas. A saber: A Falência do Corpo. Todos querem ficar livres do processo de envelhecimento e lutam constantemente por manter-se jovem, a qualquer custo. Segundo, a Natureza, pois ela é mais forte que o homem, e por infortúnio assola os homens com sua fúria e imparcialidade. E em terceiro lugar, os Outros, o que ele se refere às relações com as outras pessoas. Não escolhemos e nem temos o poder de escolhermos com quem nos relacionamos. mal estar b.jpg Aristóteles já afirmava, em Ética a Nicómaco, que “o bem supremo de nossas atividades, segundo o consenso geral, é a busca da felicidade”. De fato, tudo o que almejamos é ser feliz, contudo, existem obstáculos pelo caminho. A fuga do desamparo e da angústia da solidão tem levado a cabo diversos procedimentos, tais como: –desenvolver alguma atividade tecnológica, –procurar satisfações substitutivas, –sublimar a pulsão ou canalizá-la para satisfações artísticas e científicas. –ou, se narcotizar com drogas, Tudo isso a fim de fugir do desamparo, conquistar a felicidade e afastar-se do sofrimento.

Com o surgimento do fenômeno da Pós-Modernidade, surgem novas discussões com relação a esse mal-estar. A consciência pós-moderna desenvolve um sentimento de fracasso. Fracasso das meta-narrativas, daquelas ideologias que prometiam um mundo capitalista ordenado e uma vida organizada, segura, sempre em evolução. Contudo, esse projeto falhou. A exemplo do holocausto, das guerras mundiais, da bomba atômica, da queda do muro de Berlim, das Torres gêmeas, etc. demonstram o fracasso do projeto moderno. De uma sociedade de certeza na era moderna, passamos a ser uma sociedade das incertezas na pós-modernidade; trocamos uma sociedade baseada na segurança e passamos para uma sociedade baseada na liberdade. Ganhamos uma e perdemos outra. O que era estruturado no projeto moderno, se fragmentou, o que era sólido tornou-se liquido!

A grande questão, levando em conta todo esse contexto é: como construir um projeto de vida quando o que vivenciamos são as incertezas e mal-estar? Na próxima semana comentaremos o ponto de vista de um dos sociólogos mais renomados da atualidade, Zygmun Bauman.


Prof. Juan Daniel

Marido,pai,professor e construtor de um environment melhor. “Seja a mudança que você quer ver no mundo.” Mahatma Gandhi .
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