sete tons mais tudo que há no meio

Não há nada no universo que não possa ser contido numa frase harmônica

Mario Feitosa

Não sei de nada, mas, sabendo disso, vem a sede de querer saber tudo, e nessa sede construo essas barbaridades, que acostumei a chamar de opinião.
Me mostra que estou errado?

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…não se discute!

O debate, o conflito das ideias, é o caminho mais proveitoso para o engrandecimento, para o aprendizado, para o aperfeiçoamento dos pensamentos, para a formação da opinião.

No entanto, alguém, por interesses deletérios, disse ser inadequado. Quem sofre somos nós.


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Olha lá a máxima dos ignorantes: “política, futebol e religião: cada um tem a sua e não se discute!”.

Mais que a ignorantes – afinal ignorância é uma situação completamente inteligível num mundo inadequado, onde esmagadora maioria é pobre e irrelevante minoria detém a fortuna universal -, máxima dos burros, aqueles que, possuindo acesso irrestrito à informação, preferem não saber – os cegos que não vêem por não quererem. Os estúpidos por escolha.

Burrice é um conceito lindo. Não se prende à nobreza ou falta dela no animal em relação a outros, mas à sua teimosia.

Não saber na era da informação é um profundo ato (consentido) de teimosia.

Benditos os ignorantes: não tiveram meios de questionar. No entanto, malditos os burros, que assim quiseram ser.

A Grécia, a civilização invejável e invejada, foi moldada no “calor” (SQN) do debate, no “terror” (SQN) da sabatina, na exclusão do uso da “argumentatio ad hominem”, especialmente em moral e ética, na “humilhante” (SQN) maiêutica, nas “soberbas” (SQN) refutações lógicas.

Agora, ao contrário da Ágora, discutir é “atacar a honra”. Agora, ao contrário da Ágora, pensar é “se fazer de dono da verdade” e o correto é repetir a ladainha que uma maioria disser, ou que a mídia vender.

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Como caralho se molda um pensamento sem confronto intelectual?! Como, caralho, se forja sem fogo?!

Aí eu pergunto: você possui convicções políticas que deseja defender, mas não aceita pensamento oposto nem sabe argumentar?! Vive seu amor ao seu time, mas espanca o adversário?! Assume sua religião, mas não consegue usar nada que não lhe seja próprio (e tendenciado) para construir as ideias?!

Que merda você está fazendo com sua inteligência?!

Busque dados. Confira e conflite. Gere informação, e colete também. Crie pensamento crítico, próprio do intelecto, e, aí sim, posicione-se.

Deixe de ser massa de manobra, gado humano para manutenção de opressões diabólicas (humanas) – afinal o Diabo é homem, e, talvez, aquele mesmo que você defende.

Política, futebol e religião se discutem sim! E não é sua pouca capacidade argumentativa que, “ad baculum”, por ofensas e agressões, irá desmotivar os discordantes. Apenas te marcarão como um idiota dogmático, um ser que não vale o tempo empregado. gado3.png

Ainda que os ditadores tenham enfiado no mundo o que discutir e o que não, saiba que haverá sempre aquele que se levantará para questionar, afinal, questionamento é o produto básico do espírito livre.

E podem prender, torturar, matar e esconder: espíritos livres são ervas daninhas da História! Arranque um, três nascerão no seu lugar!

Ideias são produtos de espíritos livres. São indestrutíveis. Ainda que se queime todos os livros do mundo, que se mate todos os pensadores, as ideias estarão por aí, mesmo que em sonhos de mentes curiosas ou nos pesadelos dos emburrecedores.

Ainda sobre liberdade, sua natureza só será humana quando seu espírito for livre. E seu espírito só será livre quando voluntariamente romper as coleiras dos seus opressores, que lucram muito com sua burrice.

Benditos os ignorantes, mas serão dia após dia um número menor, até a extinção da ignorância, pela luz do saber. E malditos os burros, que serão os marginais num mudo novo, resultado de sua torpe decisão de não quererem saber.

Assim, se não deseja ser burro a receita é muito simples:

Pare, analise, reflita e conclua: que merda estou fazendo com minha inteligência?!

Pois então: faça merda relevante.


Mario Feitosa

Não sei de nada, mas, sabendo disso, vem a sede de querer saber tudo, e nessa sede construo essas barbaridades, que acostumei a chamar de opinião. Me mostra que estou errado? Veja mais em http://covildadiscordia.com.br.
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