Catarina Vasconcelos

Escritora por paixão. Inconformada por vocação. Feminista por convicção. Teimosa todos os dias. Mau feitio de sobra. Sonhadora nas horas vagas

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    O dia em que deixei de acreditar em histórias de amor

    Houve um tempo em que os livros de Nicholas Sparks, o senhor dos romances bonitos, eram tesouros para mim. Lia-os num piscar de olhos. Devorava cada frase. Sorvia cada palavra. E acreditava que, na vida além dos livros, também era assim. Os amores desencontrados voltavam a encontrar-se e a vida seguia feliz e serena.

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    Brites de Almeida - Padeira de Aljubarrota, Heroína de Portugal

    Brites de Almeida, mais conhecida como a Padeira de Aljubarrota. Mulher de armas. Heroína de Portugal. Levantou a voz e a pá contra os castelhanos e salvaguardou a independência da pátria. Sem medo. Sem credo. Apenas a força desmedida que só uma mulher pode ter. Tenho cá para mim que Brites de Almeida, a eterna padeira, foi a primeira feminista de Portugal.

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    O dia em que me apaixonei por Alberto Caeiro

    Apaixonei-me por Alberto Caeiro no primeiro verso que li. Voltei a apaixonar-me, uma e outra vez, em cada poema que lia e relia até à exaustão. Há amores assim.

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    Este fado, triste fado

    O fado entristece-me. E alegra-me. E dá-me tudo aquilo que outra música não consegue. Fiz do fado parte do meu fado, e entre discos velhinhos e memórias de sempre, lá vou eu delineando esta estranha forma de vida, recordando o antigamente, pedindo que Deus me perdoe.

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    Esta gente que nos castra

    Somos condenados à nascença, num julgamento sem juiz ou defesa, apenas a acusação inquisidora de uma sociedade cujo único objectivo é castrar quem se atreve a viver por si próprio.

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    Simplesmente Gisela

    Gisela João, fadista. Traz o fado arrastado na voz e o Minho dependurado ao peito, colado ao coração. Sorri quando dele fala. Enaltece-o. Orgulha-se dele, das suas raízes. Canta-o como mais ninguém. Põe-lhe amor de sobra, o mesmo amor que deposita em cada poema feito fado.