sintonia

A frequência quem define é você.

Luiz Alberto Portes

Um espírito aprendiz que aprecia o infinito, mas se perde em uma tigela de brigadeiro.

Histeria dos corações vazios

O mundo não é um simples local de passeio para selfies em dia de luto.


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Tempos estranhos onde a tecnologia embrenha-se no cotidiano das pessoas servindo de fio condutor a imprimir pensamentos diversos nas frias telas digitais. Poucos percebem que por detrás deste quadro encontra-se uma armadilha para invigilantes viajantes em um mundo necessitado de amor. O estranho aqui citado vem da incapacidade destes aventureiros em aceitarem-se como sendo em muitos casos, os mais necessitados.

O resultado tem tudo para acabar em disseminação de ódio e rancor a se alastrar como uma onda de choque, transformando aqueles que estão ligados na mesma vibração em simples farrapos da irresponsabilidade a engrossar gritos desesperados, paralisantes e amedrontados ante os avanços daqueles que segundo acreditam, são os dessintonizados.

Quanto mais o progresso íntimo segue abraçando quem preparado está, mais alvoroço presenciaremos no meio daqueles apegados ao passado divisor e mesquinho. Este pretérito conservador - hábil criador de ilusões - não aceita ser esquecido em uma nota de rodapé da história e por isso faz barulho numa tentativa insensata de se manter presente.

Preencher o coração com amor cria uma condição propícia para não entrar na onda histérica produzida por interesses em manter tudo como está. O jogo dos corações vazios é fazer justamente parecer o contrário. Desejam mostrar seus fanáticos como sendo os exemplos a serem seguidos nos rumos da doente sociedade. Um falso chamado que encontra espaço em quem se julga mais trabalhador, mas se esquece de aparar suas próprias arestas.

Histeria1.jpg Esfrie a cabeça e eleve-se.

A histeria pode encontrar abrigo em todos os lados. O egoísmo transforma uma manifestação "de todos" em desavergonhados selfies para compartilhar com amigos da sua conveniência prontos a arregimentar mais gritos ocos da insensibilidade.

Cabe a cada um de nós preencher os espaços com paz e a sabedoria de ouvir o que ainda não foi nos dito mas que sentimos como urgente combater, preparando terreno para as profundas e inevitáveis mudanças para um mundo mais avançado em todos os sentidos.

Deixo a avenida quando esta não me preenche.


Luiz Alberto Portes

Um espírito aprendiz que aprecia o infinito, mas se perde em uma tigela de brigadeiro..
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