só entre nós

Não morremos de amor. Hoje em dia, morremos da falta dele.

Úrsula Pureza

Carioca, 24 anos, apaixonada por cafés, animais, natureza, séries. Amei histórias ainda na barriga, livros eu amei quando meu pai e meus avós leram pra mim pelas primeiras vezes e muitas outras mais.

Quando o amor vai embora

Uma análise dolorosa sobre amores que se vão, o que resta deles e como juntamos os cacos dos nossos corações.


imagem.jpgUm dia ao acordar, percebi que algo estava diferente. Uma sensação diferente, um vazio estranho, eu nunca tinha sentido mas sabia que não era coisa boa. Foi assim quando o amor foi embora. Um dia, depois de anos de convivência, de amizade, de amadurecimento ele foi embora. Assim mesmo, sem mais nem menos. Ninguém disse que seria tão difícil, as pessoas nunca estão preparadas para partidas, seja de alguém, seja do amor. Eu só me lembro de ser muito triste, ver o amor fazer as malas e ir embora, tão sorrateiramente e lindo como chegou a alguns anos atrás. Acontece que ao chegar, o amor trouxe paz, alegria, sossego, preencheu um espaço vazio no peito, na cama, no sofá, na mesa do almoço, na tarde chuvosa de domingo. Mas ao ir embora ele deixou dois corações partidos, que levam não sei quanto tempo pra colar de novo, e mentes tão confusas quanto saudosas da companhia e do carinho que infelizmente hoje em dia não se tem mais, não se cabem mais. O amor é sorrateiro, lindo, se esconde em atos tão pequenos, e é cruel. E então os corações cometem erros, vão em busca de outros corações, que também partidos, espatifam mais ainda o que já não vai bem. Até aprender que é preciso dar tempo ao tempo, os corações não se colam. Quando o amor foi embora, eu quis que ele voltasse, porque eu não aguentava te ver sofrendo, mas ele não voltou. E você merece tudo de melhor que alguém pode oferecer, eu te desejo todo amor do mundo, um amor que não vá embora, um amor que fique, que complete, que acrescente, como nós fomos um dia. Mas infelizmente não foi dessa vez, e realmente, é preciso deixa- lo ir. E então veremos que tudo passa, a dor também passa, e quando ela passar, sempre vai acontecer alguém que vá somar de novo na nossa vida e ninguém pode ter medo de encontrar o amor (de novo) nas pequenas coisas, porque afinal de contas, a gente nunca sabe onde ele se esconde.


Úrsula Pureza

Carioca, 24 anos, apaixonada por cafés, animais, natureza, séries. Amei histórias ainda na barriga, livros eu amei quando meu pai e meus avós leram pra mim pelas primeiras vezes e muitas outras mais. .
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