só entre nós

Não morremos de amor. Hoje em dia, morremos da falta dele.

Úrsula Pureza

Carioca, 24 anos, apaixonada por cafés, animais, natureza, séries. Amei histórias ainda na barriga, livros eu amei quando meu pai e meus avós leram pra mim pelas primeiras vezes e muitas outras mais.

A Terra sobrevive muito bem sem nós. Mas nós não sobrevivemos sem a Terra

Nós comemos demais, pescamos demais, produzimos lixo demais, somos demais. O que o nosso consumo exagerado ainda pode causar no planeta. Quando todas as árvores estiverem caídas, quando todos os animais estiverem mortos, quando toda água estiver poluída, quando todo ar estiver impróprio pra respirar, nós vamos perceber: NÃO PODEMOS COMER DINHEIRO.


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Hoje, já somos mais de 7 bilhões de pessoas no planeta, e já foi mais que comprovado que o planeta não comporta essa quantidade de gente.

Não sabemos economizar e destruímos nossa própria casa. Desmatamos nossas matas, poluímos nossas águas, ignorando o impacto que isso vem causando no nosso clima, e os desastres naturais cada vez mais frequentes. Causamos tanto impacto e alteramos tanto o meio ambiente que as estações não são mais as mesmas e suas características estão ou mudadas ou acentuadas: calor demais e falta de chuva causando seca, neve demais impedindo a vida normal, ou chuva demais causando alagamentos constantes e doenças.

O mundo produz o suficiente para acabar com a fome e a miséria, mas enquanto em Dubai têm pessoas tomando capuccino com ouro, na África, Índia e Brasil tem gente morrendo de fome e vivendo em condições que não se deve criar nem animais. A miséria só não acaba porque dá lucro, é o que dizem.

Estima- se que matamos um espaço aproximadamente do tamanho do estado do Texas por ano em nossos oceano, devido a pesca de arrasto (que já é proibida em muitos países), ao esgoto que vai pro mar e pros rios e o lixo que jogamos por lá também. Lixo esse que mata muitos animais que comem plástico e latinhas pois confundem com comida e substâncias do plástico são tóxicas, ficam presos em objetos e não conseguem nadar ou sufocados com o óleo dos navios. Navios esses que emitem sons deixando golfinhos e baleias desorientados ou surdos pois se comunicam por ondas sonoras. Esse nosso lixo inclusive crisou uma ilha de lixo com duas vezes o tamanho do Texas lá pelo lado do Oceano Pacífico, essa é uma, das cinco ilhas que existem por aí, amontoadas em um redemoinho no oceano.

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O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, o que faz com que a gente desmate para fazer pasto para o rebanho, que se reproduzem e quanto mais cabeças de gado, mais desmatamento e mais produzimos soja (principal refeição de gado) e mais desmatamento, e o rebanho cresce e nós não paramos de consumir, e o rebanho produz mais excrementos, que vão para os rios e os poluem, e é essa água que a gente bebe. Mais os gases produzidos que causam muito mais danos pois produzem mais CO2 que o seu carro, sem falar da quantidade de água que o gado bebe. Acabamos com espécies inteiras de animais raros, famílias de animais, que existiam só em alguns lugares, árvores únicas, que levaram milhões de anos para crescer. Extinguimos ou colocamos em risco de extinção animais como o gorila que hoje tem que viver em cativeiro, a jaguatirica, a arara azul. Isso tudo pra um bando de gente comer carne? Vocês não têm essa necessidade, não do jeito que está. Conseguiram perceber o tamanho do problema? É um ciclo vicioso.

Eu digo "nós" porque a culpa é nossa também, de quem come carne sem pesar o impacto da desumana superprodução desses animais no meio ambiente, mas a mídia não quer que você saiba que seu carro e seus banhos demorados não causam tanto impacto na natureza, a superprodução de alimento para um planeta doente super cheio de pessoas que super produzem lixo causam mais danos à Camada de Ozônio que seu carro, causa agravamento dos desastres naturais tanto quanto o papel de bala que você joga na rua, tanto quanto o bosque destruído pelo governo para construir um prédio ali, que vai produzir mais esgoto, mais gases, que vão para a água do rio, que é a que a gente bebe. Perceberam agora?

Somos a única raça que destrói tudo que toca, e somos demais, e o pior: achamos que estamos certos.Só que somos a pior coisa que já passou por aqui.

Vejo humanos mas não vejo humanidade. Reflitam...

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Úrsula Pureza

Carioca, 24 anos, apaixonada por cafés, animais, natureza, séries. Amei histórias ainda na barriga, livros eu amei quando meu pai e meus avós leram pra mim pelas primeiras vezes e muitas outras mais. .
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