sobre filmes e lobos

Cinema e outras espécies, com um olhar particular sobre esta grande matilha chamada "mundo".

Diego Ribeiro

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10 filmes para tirar o preconceito do armário

Como já dizia Caetano: "todo mundo quer saber com quem você se deita nada pode prosperar"; e é justamente nessa ótica que parte da sociedade brasileira se preocupa mais com quem o seu vizinho/amigo/parente está se relacionando do que com sua própria vida. Não é questão da grama do vizinho ser mais verde, a verdade é que eu só quero olhar pra grama do vizinho e poder ter do que falar.


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Já estamos saindo de 2015 e entrando em um novo ano, porém algumas pessoas, instituições e países parecem retroceder ao início do século passado - quem dera se fosse ao menos o século XXI. O grande problema é: fomentam velhos preconceitos que não cabem mais e promulgam discursos de ódio. Para os desavisados: discurso de ódio nunca será liberdade de expressão. Dentre todos os preconceitos podemos citar aqueles velhos dogmas e discursos sobre a questão da sexualidade.

Como já dizia Caetano: "todo mundo quer saber com quem você se deita nada pode prosperar"; e é justamente nessa ótica que parte da sociedade brasileira se preocupa mais com quem o seu vizinho/amigo/parente está se relacionando do que com sua própria vida. Não é questão da grama do vizinho ser mais verde, a verdade é que eu só quero olhar pra grama do vizinho e poder ter do que falar.

Seja gay, lésbica, travesti, transexual, bissexual, o que for mas seja você! O importante é ser você, sem rótulos e sem preconceitos. Seja humano, isso já basta!

Então, se é pra ser nós mesmo, que sejamos claros conosco! Por isso, listamos 10 filmes que colocam em xeque a questão do preconceito e mostra o quão isso é ultrapassado e no sense.

Não tenha vergonha de ser quem você é, mas uma coisa é certa: sinta-se envergonhado se não correr para assistir todos esses grandes filmes abaixo.

1.Orações para Bobby:

Uma história real e emocionante que leva qualquer um às lágrimas. Lançado em 2009, o filme conta a história de Mary, uma religiosa fervorosa que segue todos as palavras da Bíblia ao pé da letra e entra em conflito com seu filho (Ryan Kelley) quando descobre que ele é gay. A partir daí a mãe começa uma verdadeira jornada tentando "curar" o filho, já que enxerga a homossexualidade como uma doença. Tal comportamento deixará o menino cada vez mais deprimido e afastará Mary da sua família.

2.Contracorrente:

Um dos grandes trunfos do cinema Peruano, sem dúvida, é esse filme. Trata-se de um convite a reflexão sobre o machismo e os efeitos de ambientes extremamente heteronormativos e opressores. Bastante poético e singelo, o filme conta a história de Miguel (Cristian Mercado), um pescador respeitado na vila onde mora e casado com (Tatiana Astengo), mas que mantém um relacionamento secreto com Santiago (Manolo Cardona) um artista de Lima que está na pequena cidade por uma temporada. Esperando por seu primeiro filho, Miguel logo entrará em crise quanto a sua sexualidade e sobretudo sobre o papel que representa pra sociedade local, que não aceitaria seu "comportamento". É um grande drama e dilema para todos que pensam que "normalidade" é uma questão cristalizada na sociedade.

3.The Normal Heart:

A HBO acertou a mão. É simplesmente uma das grande produções da emissora nos últimos anos. O filme se passa em 1981, quando uma estranha doença se espalha pelos EUA e com alto grau de mortalidade infecta milhares de pessoas no país. Como cerca de 50% dos infectados eram gays, a doença é logo apelidada de "câncer gay" e não recebe a devida atenção do governo. Neste cenário, Ned Weeks (Mark Ruffalo) decide ir na contramão e buscar alertar e ajudar as pessoas sobre o vírus da AIDS. Junto com a doutora Emma Brokner (Julia Roberts), eles entrarão em uma verdadeira cruzada para combater,não só a doenca, mas uma verdadeira epidemia de preconceito que assola a sociedade da época.

4.Milk - A voz da igualdade:

O filme lançado em 2009 conta a história real do americano Harvey Milk (Sean Penn) que se muda para San Francisco para viver com seu namorado Scott (James Franco) no ínicio dos anos 70. Inconformado com o preconceito e a discriminação da época Harvey irá lutar contra essa situação se tornando o primeiro gay assumido a assumir um cargo público de importância nos Estados Unidos.

5.Além da fronteira:

Uma história tocante e extremamente contemporânea. Além da Fronteira conta a história de Nimer (Nicholas Jacob) e Roy (Michael Aloni), estudante palestino e advogado israelense, respectivamente. Ambos se apaixonam à primeira vista, porém nem tudo são flores. E nem poderia, pelo contexto em que vivem. À medida em que a relação ganha fôlego, Nimer tem que lidar com sua família conservadora e sua condição de palestino morando em Israel, além de outros eventos que parecem tornar o amor dos dois algo impossível.

6.Lawrence Anyways:

Um dos filmes mais recentes de Xavier Dolan. Lawrence Anyways conta a história de Laurence (Melvil Poupaud), um homem que deseja se tornar mulher. Durante seu aniversário de 30 anos, ele anuncia que irá fazer uma cirurgia de mudança de sexo para sua namorada Fred (Suzanne Clément), deixando-a chocada. Porém, mesmo sem compreender tal propósito, Fred decide apoiar seu namorado ficando ao seu lado e ajudando-o a enfrentar todo o preconceito da família, dos amigos e dos colegas de trabalho. Um filme que mostra que o amor não tem forma, sexo e cara.

7.Azul é a cor mais quente:

Esse é um filme que esquentou as telas dos cinemas no ano passado Ele conta a história de amor entre duas mulheres Adèle (Adèle Exarchopoulos) e Emma (Léa Seydoux). A primeira, uma jovem de 15 anos, descobre na cor azul do cabelo de Emma o despertar de um sentimento até então proibido e, enfrentando sua família e o preconceito vigente, irá se entregar a esse amor. O filme é lindo em todos os aspectos, vale a pena conferir.

8.Plata Quemada:

O filme, adaptação de um clássico literário latino-americano, conta a história real de dois ladrões de bancos da Argentina da década de 1960: Angel (Eduardo Noriega) e Nene (Leonardo Sbaraglia), conhecido como "os gêmeos". Gays, os dois vivem um relacionamento conturbado tendo que lidar com a vida de crime, o preconceito e frustrações enquanto arquitetam um novo plano: assaltar o caminhão que transporta os pagamentos da cidade de San Fernando com cerca de 7 de milhões.

9.Hoje eu quero voltar sozinho:

O filme mais delicado e leve dessa lista. O longa, na verdade, é um desdobramento do curta-metragem lançado em 2010, intitulado "Eu não quero voltar sozinho", do diretor Daniel Ribeiro, que também assina o filme. A história é sobre Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego que começa a se descobrir enquanto homem, vivendo a puberdade e buscando sua independência dos pais super-protetores. As descobertas de Leonardo ganham mais força quando Gabriel (Fabio Audi) chega à cidade. A proximidade entre os dois faz Leonardo perceber que talvez não precise estar sozinho por ser cego, nem gay.

10.Shortbus:

Um filme que busca romper as barreiras da sexualidade explorando-a ao máximo. O filme narra a história de uma terapeuta sexual, Sofia (Sook-Yin Lee), que nunca teve um orgasmo na vida; de um casal gay, que busca dar passos maiores na relação; uma dominatrix, que mantém sua vida em segredo, dentre outros tipos. Nesse cenário, todos têm um ponto em comum: o Shortbus, um bar underground onde todos os estilos se encontram e sexo, arte e política se mesclam entre um drinque e outro.

Depois de tantas opções não há como resistir, não é verdade? Agora é correr e assistir a todos os filmes. Ah, e claro, ficar atento, pois preconceito é coisa do passado.


Diego Ribeiro

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